Projeto apoiado pela Finatec desenvolve ferramenta que conecta alunos à escola em tempo real

A ferramenta está no pacote de produtos desenvolvidos para aproveitar tecnologia adquirida na pandemia. Governo Federal investe R$ 3,5 bilhões com a conectividade nas escolas públicas do País. Objetivo é não deixar que esse recurso vá para o ralo.

O agravamento da pandemia de Covid-19 fez com que a nossa sociedade se adaptasse aos novos tempos impostos pela expansão da doença. Muitos paradigmas foram quebrados. Como por exemplo, as atividades presenciais. Uma das formas encontradas para compensar a ausência de trabalhadores, artistas, professores, alunos foi a aquisição de tecnologia.

O afastamento das crianças das escolas gerou gastos no sistema educacional, acelerando a introdução de certa tecnologia que pode auxiliar no processo de aprendizagem. O governo federal está gastando agora R$ 3,5 bilhões em conectividade de alunos com as escolas.

Mas, com a volta à normalidade, o desafio agora é evitar que, após o retorno das atividades presenciais, esse dinheiro público que foi gasto com tecnologia seja perdido com o abandono dela.

Ao aceitar o desafio, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação (FNDE), está apoiando o “Projeto Desenvolvimento Regional Governo Pós Pandemia”.

Um dos objetivos do projeto é fazer com que a tecnologia utilizada no período da pandemia seja útil daqui para frente. “Se você não tem escola envolvida na execução daquela nova tecnologia, o desenvolvimento é pífio. Para que tenha utilidade no pós-pandemia, o resto precisa funcionar também. Essa é uma das preocupações do projeto”, explica o coordenador técnico, o professor José Carneiro da Cunha.

Iniciado em abril de 2020, quando o número de mortes provocadas pela pandemia aumentava, o projeto voltado para a educação básica, que vai

da primeira série da alfabetização ao ensino médio, começou a estudar os desdobramentos da pandemia sobre a educação.

Entre os aspectos diagnosticados no âmbito educacional, está a violência contra crianças cometida em casa, a necessidade de obras de tecnologia para colégios, novos conceitos arquitetônicos, melhorias na segurança do transporte escolar, entre outros.

Então, a iniciativa apoiada pela Finatec desenvolveu uma série de 35 produtos que visam solucionar os fatores diagnosticados na pesquisa. Vão desde o emprego de tecnologia capaz de constatar se uma criança sofre violência em casa a melhorias para as escolas, como o emprego de tecnologia, uso de tabletes e sistemas capazes de conectar os alunos ao corpo docente em tempo real.

O Projeto que tem recurso da ordem de R$ 90 milhões do FNDE está sendo implementado em 200 escolas públicas do País (três delas no Distrito Federal).

Uma das ferramentas permite fazer um acompanhamento em tempo real do desenvolvimento cognitivo do estudante. “Dá para saber, por exemplo, em qual disciplina ele tem mais dificuldade, pela quantidade de vezes que ele tentou resolver uma questão ou exercício. Vai ficar disponível na rede. Ao final, o professor recebe um e-mail com uma série de materiais relacionados com a dificuldade diagnosticada do aluno, que vai ter acesso via professor”, explica Carneiro. Segundo ele, até abril de 2023, serão contemplados 11 mil alunos.

A tecnologia será um importante aliado do professor, mas não vai suprimir sua importância em sala de aula. “Uma coisa que fica clara no projeto é que não se substitui o professor”, afirma o coordenador do projeto, José Carneiro.

Descarte Correto

Resíduos gerados na produção de face shields são doados para cooperativa de catadores

Alunos e professores da graduação e pós-graduação de engenharia da Universidade de Brasília (UnB) produziram mais de 20 mil protetores faciais (face shields), desde o primeiro caso de Covid-19. As máscaras foram doadas para médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes da segurança pública, profissionais que estão linha de frente no combate a pandemia desde o início.

Depois de 18 meses de trabalho, os resíduos gerados pelo projeto Produção Vida 2020 foram doados para a Recicla Vida, uma cooperativa de catadores de lixo. Foram entregues milhares de carretéis de plástico, placas de petg e papelão, que deverão ser triturados e vendidos.

“Ajudamos a proteger vidas, sem deixar de lado o cuidado com o meio ambiente”, afirma a Andrea Santos, professora Doutora em Engenharia de Produção, coordenadora do Laboratório Aberto de Brasília da UNB.

A ação contou com o apoio da Fundação de Empreendimento Científicos e Tecnológicos (Finatec), responsável pela gestão do projeto e transporte do material. Entre as prioridades da Finatec está o gerenciamento correto dos resíduos sólidos, por isso desde 2019, possui um plano estratégico para reduzir a sua produção de lixo e, também, realizar a reciclagem e a destinação correta dos rejeitos gerados pela fundação. Parte dos recursos investidos no projeto foi disponibilizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

IBICT é a mais recente ICT apoiada pela Finatec

A Portaria Conjunta nº 152/2021 MEC/MCTI, publicada em 13 de outubro de 2021, autoriza a Finatec a atuar como Fundação de Apoio do IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT, unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, pelo período de 1 (um) ano. Os secretários Wagner Vilas Boas de Souza da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e Marcelo Marcos Morales da Secretaria de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, usaram de suas atribuições e se apoiaram nas disposições da Lei.

A portaria entrou em vigor no dia 07 de outubro de 2021.

Nota do CONFIES sobre operações da PF à Finatec

No dia 21 de setembro o CONFIES publicou a seguinte nota:

“Diante da estridente operação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvios de recursos levantadas contra a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), vinculada à Universidade de Brasília (UnB), o CONFIES vem mais uma vez a público pedir às autoridades que zelem pela presunção de inocência e pela imagem dos investigados. A história recente demonstrou que equívocos e precipitações já ocorreram em casos do gênero, destruindo irremediavelmente a imagem e condenando pessoas através de julgamentos midiáticos sem provas ou por meras suspeitas que no decorrer das investigações se tornaram insustentáveis sem observar o necessário devido processo legal.” – você pode acessá-la clicando aqui

CONFIES

O CONFIES – Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica – representa centena de fundações afiliadas em todo o território nacional.

As fundações de apoio foram criadas para viabilizar, de maneira ágil e eficiente, a relação entre a academia, por meio das universidades e dos institutos de pesquisa, e a sociedade, por meio de empresas e das organizações sociais, intermediada pela ação integradora do poder público municipal, estadual e nacional.

Desta forma, o CONFIES é a representação que visa promover o aprimoramento e a troca de experiências entre suas associadas, bem como defender direitos e prerrogativas comuns às fundações.

Nota de Esclarecimento – Finatec

Diante das notícias veiculadas em relação ao cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos referentes a dois projetos de pesquisa gerenciados pela Finatec, ocorrido no último dia 21 de setembro na sede da Fundação, esclarecemos que:

A Finatec – Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos é uma instituição privada, sem fins lucrativos, credenciada para apoiar a UnB, em conformidade com a Lei nº 8.958/1994. A Fundação foi contratada pela Universidade para promover a gestão administrativa e financeira dos recursos de dois projetos, alvos da investigação. A Finatec não financiou os projetos e todas as despesas que foram executadas estavam devidamente previstas nos respectivos Planos de Trabalho, os quais foram aprovados pelas instâncias acadêmicas competentes.

No âmbito desses projetos, foram realizadas despesas com a aquisição de bens e serviços diversos destinados à execução das atividades de pesquisa. A locação comercial de um imóvel no Lago Sul destinou-se à acomodação da equipe técnica de pesquisadores e foi realizada após justificativa da coordenação e análise mercadológica da adequação do preço. As despesas foram realizadas de acordo com a legislação aplicável e todos os bens adquiridos com recursos dos projetos, patrimoniáveis ou não, foram transferidos para a UnB.

O Conselho Superior e a Diretoria Executiva da Finatec ressaltam o papel extremamente relevante e fundamental desta Fundação, não somente por contribuir com a gestão dos projetos de pesquisa, mas, principalmente, por retornar à sociedade os investimentos dos financiadores, através da disseminação do conhecimento gerado pelos pesquisadores. No cumprimento desse papel, a Finatec mantém compromisso com a transparência, a ética e a legalidade na aplicação de recursos públicos e privados destinados à pesquisa, ao ensino, à extensão e ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, reafirmando a sua missão institucional e o cumprimento de suas finalidades estatutárias.

Todas as informações relativas aos projetos geridos pela Fundação estão disponíveis no Portal da Transparência da Finatec (https://conveniar.finatec.org.br/Portaltransparencia/)

Brasília, 24 de setembro de 2021

Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos
FINATEC

Nota de Esclarecimento

Na data de hoje, 21 de setembro de 2021, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão de documentos relativos aos projetos 6422 e 6426.

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos – Finatec, na condição de fundação de apoio de IFES e ICT´s, esclarece que atua na gestão administrativa e financeira dos projetos de pesquisa, ensino e extensão de suas apoiadas, cabendo à estas o acompanhamento técnico, científico e acadêmico dos seus projetos.

A Finatec mantém compromisso com a ética e integridade, tendo implementado o programa de governança corporativa e compliance procurando mitigar riscos de atuação e, principalmente, cumprir a legislação vigente.

A Finatec, além de previamente já disponibilizar os dados em seu portal da transparência, franqueou acesso irrestrito à documentação solicitada e esclarece que em toda a sua atuação cumpre a legislação, assim como está à disposição das autoridades.

Desenvolvido por pesquisadores da UnB, app ajuda no rastreio e restauração do Cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e ocupa a mesma posição aqui no Brasil, correspondendo a cerca de 22% do território brasileiro. Classificado como savana, é um dos biomas em maior risco de extinção no Brasil. Chamado de Berço das Águas, por ser ponto de encontro das principais bacias hidrográficas do país, o Cerrado apresenta desafios em solos degradados.

Realizado pelo Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar (Cegafi-UnB) em parceria com a Finatec e com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), o projeto Restaura Cerrado identificou essas questões e desenvolveu o aplicativo Radis Cerrado. O app é gratuito e tem o objetivo de auxiliar no monitoramento da recomposição da vegetação nativa e na regulação ambiental de propriedades rurais, além de coletar dados socioprodutivos dessas propriedades rurais para auxiliar no planejamento e comercialização dos produtos.

“O aplicativo é um importante passo para facilitar o processo de entrega de dados de monitoramento aos órgãos ambientais estaduais e promover o cumprimento das ações para regularização ambiental em larga escala no Cerrado”, ressalta o coordenador do Cegafi e do  projeto Restaura Cerrado, professor Mário Ávila.  

O app foi submetido a testes de campo com o método User eXperience (UX) com técnicos especialistas em restauração ambiental, agricultores e assentados da reforma agrária. A equipe do projeto também realizou um workshop com diversos especialistas, pesquisadores (inclusive da Embrapa) e analistas ambientais da SEMA e IBRAM, para eles testaram e deram contribuições importantes para a versão final do aplicativo.

Como o aplicativo funciona?

O Radis Cerrado está disponível gratuitamente para sistema Android no Google Play e tem, entre suas funcionalidades, acompanhar o cadastro ambiental rural, projetos de restauração e monitoramento, além do crescimento da vegetação ao longo dos anos. O usuário também pode preencher um diagnóstico socioeconômico, onde é possível inserir informações sobre extrativismo, produção vegetal e animal,  permitindo o planejamento de produção e comercialização de ingredientes da agricultura familiar. 

Fidelis da Luz

Ele se cadastra, insere os dados do imóvel e insere os dados das áreas que têm que ser restauradas (como tamanho, localização, tipo de vegetação original). O aplicativo calcula quantas parcelas (de 4  m x 25 m) ele precisa de amostras da área em recomposição. E depois ele pode ir inserindo os dados solicitados pelo órgão ambiental, que o aplicativo já calcula os indicadores ecológicos da recomposição da vegetação nativa (cobertura de solo ou de copa, densidade de indivíduos regenerantes, número e proporção de espécies nativas e exóticas). 

No módulo de dados socioprodutivos, ele pode armazenar informações sobre o que e quanto produz ao longo do tempo, para ajudar na gestão produtiva e compartilhar seus dados no sistema.

Uma importante característica do app é sua interface simplificada com objetivo de facilitar que os registros sejam realizados por agricultores, quilombolas, assentados da reforma agrária e técnicos ambientais. “No nosso acampamento fizemos alguns testes e ficou provado que as famílias tinham condição de utilizar o app, por sua interface de fácil manipulação. Nossas famílias, apesar de terem baixa escolaridade, já têm familiaridade com o celular. Então, para eles, o Radis Cerrado é fácil de ser utilizado”, conta Bruno Maciel, agricultor e líder do acampamento Roseli Nunes. 

Bruno Maciel

Impactos para a sociedade e meio ambiente

O aplicativo visa facilitar o processo de coleta de dados de monitoramento da recomposição da vegetação nativa, seu processamento e envio para o órgão ambiental. Isso facilitará o processo de regularização ambiental de imóveis rurais que possuem passivo ambiental. Ao facilitar esse processo, ele ajuda os produtores rurais a cumprirem a legislação ambiental e, assim, ajuda o meio ambiente. Os dados da vegetação em fase de recomposição serão recepcionados e armazenados no próprio servidor do GDF, na plataforma do Sistema Distrital de Dados Ambientais.

A pesquisadora responsável, professora Iris Roitman, explica o impacto positivo do uso do app “Isso trará maior transparência sobre o status da regularização ambiental e recomposição da vegetação nativa no DF. Além disso, as informações anuais especializadas sobre a dinâmica da recomposição da vegetação vão compor um banco de dados importante que servirá para pesquisas ecológicas acerca da restauração ambiental.”

Para a fase de testes do aplicativo foram escolhidas duas comunidades do Distrito Federal: o acampamento Roseli Nunes e o assentamento Oziel Alves, ambos em Planaltina (DF), que abrigam cerca de 300 famílias voltadas à produção agroecológica de base familiar.

No acampamento Roseli Nunes, foram desenvolvidas ações de recomposição da vegetação nativa lideradas pela Associação Rede Rio São Bartolomeu de Mútua Cooperação (Rede Bartô), que trabalha com recuperação de áreas degradadas. O Restaura Cerrado acompanhou essas ações e testou o aplicativo para monitorar o estágio inicial da restauração.

“Na nossa comunidade, o Radis Cerrado é muito importante para que as famílias entendam um pouco do potencial do que é a preservação ambiental e de fazer esse monitoramento ambiental. Além disso, terá importância fundamental para a implementação da regularização fundiária do nosso acampamento”, avalia Bruno Maciel.

A família Queiroz, moradora do acampamento Roseli Nunes desde 2014, será uma das que utilizará o Radis Cerrado como ferramenta auxiliar no trabalho de restauração da paisagem local. “Quando chegamos por aqui, tinha muito gado e começamos a fazer o reflorestamento com plantio de árvores nativas e frutíferas. Com o apoio do projeto da Rede Bartô, hoje temos duas agroflorestas e uma pequena reserva com muitas árvores. Com o aplicativo, o objetivo é aumentar nossa plantação e restaurar a vegetação daqui”, disse Lindaura Queiroz. 

Lindaura e João Batista Queiroz

A agricultora Odimaria Gonçalves toca sozinha seus 4 hectares de terra no mesmo acampamento desde 2012. Ela também integra o grupo de agricultores que utilizará o aplicativo em seu trabalho de reflorestamento, o qual ela destaca com muito orgulho. “Acredito que, na minha reserva, já plantamos umas 200 árvores nativas, como jatobá, copaíba e araticum. Também trabalho com verduras e frutas sem veneno e sem adubo químico. Depois que minhas filhas foram criadas, eu procurei um local para plantar e viver. Tenho muito orgulho do meu trabalho porque plantamos para que as pessoas possam comer comida saudável e sem veneno”, celebra. 

Odimaria Gonçalves

Hoje o aplicativo é customizado para atender as normas ambientais do DF, mas a pretensão é ampliar para outras unidades federativas. A ideia é que a tecnologia seja replicada entre gestores ambientais de outros endereços do bioma Cerrado considerados corredores ecológicos, como Cavalcante (GO), Alto Paraíso (GO),  Niquelândia (GO), Formosa (GO), Pirenópolis (GO), Cristalina (GO), Palmas (TO), Gurupi (TO), Jalapão (TO), Arinos (MG), Montes Claros (MG), Serra Bonita (TO), Chapada Gaúcha, Paracatu (MG), Unaí (MG), Buritis (MG), Barreiras (BA), Luis Eduardo Magalhães (BA), Correntes (PI), São Raimundo Nonato (PI), Carolina (MA), Balsas (MA) e Cocos (BA).

Com o objetivo de facilitar e deixar os pesquisadores envolvidos com a pesquisa, a Fundação de Apoio é a ponte entre as instituições envolvidas. “A Finatec é importante para viabilizar a execução de projetos científicos e tecnológicos que aproximam o conhecimento acadêmico e a sociedade para gerar soluções tecnológicas voltadas para as pessoas, órgãos ambientais e o meio ambiente.” comenta Roitman.

Quer saber mais sobre o projeto? Acesse o Instagram: @restaura_cerrado

Projeto ALEI promove curso de capacitação para servidores do TRF1

Com o objetivo de agilizar o tempo de resolução dos processos no sistema judiciário, a equipe do professor Nilton Silva, da Engenharia na Unb desenvolveu o framework ALEI (Análise Legal Inteligente), um software que vai acelerar casos que tramitam em segunda instância Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

O projeto tem como objetivo levantar informações em processos, principalmente no que tange os precedentes em cortes superiores e jurisprudência. A ferramenta já está sendo utilizada pelos gabinetes da Corte e com o intuito de aprimorar os usuários para utilizar a ferramenta,  o TRF 1ª Região realizou, entre os dias 2 e 13 de agosto, capacitação para compartilhamento de conhecimentos entre professores e especialistas da UnB e servidores e servidoras do TRF1.

O curso, promovido pelo Centro de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento de Servidores da 1ª Região (Cedap), ocorreu de forma remota e contou com três turmas especializadas e direcionadas para diferentes áreas de atuação.

A primeira turma, “Arquitetura do Sistema”, foi direcionada aos profissionais de Tecnologia da Informação (TI), com o objetivo de apresentar os aspectos associados à engenharia de software do Alei. A segunda turma, “Funcionalidade do Sistema” foi direcionada para os analistas e técnicos judiciários dos gabinetes dos desembargadores federais, e expôs os aspectos técnicos da ferramenta como sistema de apoio à confecção de minutas de voto. Já a terceira e última turma, “Módulos de Inteligência Artificial” foi destinada, também, aos profissionais de TI, mas, desta vez, apresentou os módulos de IA embarcados no Sistema.

Projeto Victor usa a inteligência artificial para facilitar o trabalho dos servidores do STF

Com a premissa de facilitar o trabalho dos servidores do STF através da Inteligência Artificial (IA), o projeto Victor chega na quarta etapa de desenvolvimento e já é um grande marco na história do judiciário brasileiro, com ascensão internacional. Iniciado em 2017, o Victor foi idealizado para auxiliar o tribunal na análise dos recursos extraordinários recebidos de todo o país, especialmente em relação a sua classificação em temas de repercussão geral de maior incidência.

O STF recebe recursos em meio eletrônico de todos os Tribunais do país, além de processos que tramitam nos juizados especiais, que se encontravam em “volumes” de arquivos no formato pdf, documentos textuais em formato de imagem, sem camada de texto puro que viabilizasse a leitura por máquina.

Fruto de uma parceria entre o STF, a UNB e a Finatec, o projeto apresentou bons resultados ainda em laboratório. Além dos desafios de um projeto dessa magnitude, como a extração de dados para a pesquisa, que por si só leva meses para ser concluída, rapidamente constatou-se que, para desenvolver um classificador de temas, era necessário resolver também o problema subjacente quanto ao dado: o texto puro.

Para conseguir aplicar a IA em linguagem textual, o projeto Victor elencou a execução das seguintes atividades: conversão de imagens em textos no processo digital ou eletrônico, separação do começo e do fim de um documento (peça processual, decisão, etc), separação e classificação das peças processuais mais utilizadas nas atividades do STF e a identificação dos temas de repercussão geral de maior incidência.

Por se tratar de uma inteligência artificial com o objetivo de analisar os recursos processuais, classificado por temas gerais aos autos, o Victor é um indicativo, ou seja, não decide os recursos e sempre é validado ou confirmado durante a efetiva apreciação do caso concreto pelos ministros.

O nome do projeto é uma homenagem ao ministro do Supremo de 1960 a 1969, Victor Nunes Leal, autor da obra “Coronelismo, Enxada e Voto” e principal responsável pela sistematização da jurisprudência do STF em súmula, o que facilitou a aplicação dos precedentes judiciais aos recursos.

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