Projeto amplia estrutura e melhora eficiência do Parque Científico e Tecnológico da UnB

Um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e técnicos contratados pela Finatec está ampliando e modernizando o Parque Científico e Tecnológico da Universidade (PCTec/UnB). Com término previsto para meados de 2025, a iniciativa é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da FINEP, e busca consolidar a infraestrutura do Parque e aprimorar sua atuação tanto como parque tecnológico quanto como parque científico.

O professor Carlos Alberto Gurgel Veras, coordenador do projeto e diretor do PCTec/UnB, destacou a busca por parcerias institucionais no Brasil e no exterior como uma das estratégias centrais. Ele também foi responsável por trazer a metodologia atualmente utilizada no Parque para a gestão de inovação, que foi transformada em uma plataforma digital. Segundo Flávio Duque Estrada Soares Pereira, analista de negócios da equipe, o projeto representa um marco na evolução do Parque. “Antes, o PCTec não tinha uma vocação clara nem para a UnB nem para o Distrito Federal. Hoje, mesmo sendo ainda jovem, já está consolidado, com infraestrutura renovada graças ao apoio financeiro da FINEP“, afirmou.

O analista também destacou o papel estratégico da Finatec no projeto. “A Fundação tem sido uma parceira essencial, responsável pela gestão financeira e gerencial da iniciativa, além de apoiar outras ações do PCTec e da UnB voltadas à inovação“, pontuou.

O projeto é estruturado em quatro metas principais para superar os desafios do Parque. A primeira delas é a adequação de infraestrutura. Em 2021, funcionava apenas em um prédio na UnB que era relativamente antigo, e precisava de diversas reformas, para que pudesse abrigar empreendimentos e fomentar a inovação. “Hoje estamos com essa meta bem avançada e nosso espaço já é atrativo de incentivar as empresas”, destaca.

A segunda meta – de gestão da inovação- desenvolve métodos de apoio a startups para que tenham sucesso em sua evolução, já que não basta apenas abrigar empresas e instituições, mas apoiar e desenvolver inovação junto com a universidade de modo que produtos e serviços realmente cheguem ao mercado e tragam impactos positivos para a sociedade. Um dos destaques é a plataforma de apoio a inovação, baseada na ferramenta Innovation Readiness Level, desenvolvida na Suécia, que está em fase de validação.

A terceira meta envolve contratação de pessoal e treinamento da equipe para desenvolver atividades próprias de um parque científico e tecnológico. Um resultado de destaque foi o curso realizado na UnB sobre a metodologia de apoio à inovação aplicada no Instituto Real de Tecnologia da Suécia (KTH).

E por último, a quarta meta, que é criar novas parcerias. Afinal, se o parque não tem parcerias ele tem dificuldades em captar e oferecer vantagens para empresas. “Essa meta envolve principalmente visitas técnicas, bem como a participação e a realização de eventos. Além disso, associamos o PCTec a dois organismos importantes, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC) e a Associação Internacional de Parques Tecnológicos (IASP)”, concluiu Flávio.

    Edital para eleição de novos membros do Conselho Superior – 2025/2026

    A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos – FINATEC – comunica que seu Conselho Superior se reunirá, conforme as atribuições estabelecidas pelo artigo 10, inciso VIII do Estatuto, para eleger cinco novos membros.

    Convidamos integrantes da comunidade acadêmica, científica, tecnológica e empresarial, que compartilhem dos objetivos da Fundação, a se candidatar para as vagas. O cargo é de caráter voluntário e não remunerado.

    Os interessados devem encaminhar uma carta de manifestação de interesse, acompanhada do Curriculum Vitae, para o e-mail finatec@finatec.org.br, até o dia 03/02/2025.

    O resultado da eleição será divulgado no site da Finatec.
    Para mais informações, entre em contato pelo e-mail finatec@finatec.org.br.

    GDF e TRF1 lançam plataforma de inteligência artificial para acelerar processos judiciais

    A plataforma é resultado do projeto ALEI-1G, executado pela Finatec

    O Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), lançou nesta quarta-feira (11) a Plataforma de Inteligência Artificial para o Judiciário. A iniciativa tem como foco modernizar e acelerar a triagem, classificação e elaboração de processos na Justiça Federal, com um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões financiados pela Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF).

    O projeto executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), foi selecionado por meio da chamada pública nº 4/2020 do programa Desafio DF, que busca fomentar a inovação e o desenvolvimento científico para atender demandas de instituições públicas.

    Durante o evento de lançamento, o governador Ibaneis Rocha destacou a relevância da nova tecnologia: “A inteligência artificial tem muito a contribuir para a eficiência e agilidade na tramitação dos processos judiciais. Estamos felizes em colaborar com um projeto tão inovador para o aprimoramento da Justiça Federal.”

    Como funciona a plataforma?

    Desenvolvida ao longo de três anos, a plataforma incorpora inteligência artificial para automatizar tarefas judiciais, agilizar a análise de processos e facilitar o trabalho de magistrados e operadores do direito.

    O coordenador do projeto, Prof. Nilton Correia da Silva, destaca o diferencial do sistema: “O diferencial é o que está por trás! Nós temos três motores de ar, como foi apresentado, trabalhando por trás desse sistema, que facilita muito a confecção de modelos de minuta. De que forma? Principalmente, fortemente, correlacionando o acervo de processos com o assunto que está sendo minutado. Então, eventualmente, você tem a facilidade de fazer miniaturas em lotes de processos. A ferramenta consegue criar isso na base de conhecimento de um acervo e trazer processos semelhantes para que ele seja minutado.”

    Segundo o juiz federal Itagiba Catta Preta, a ferramenta trará ganhos significativos: “A plataforma atuará em duas frentes: a triagem mais precisa dos processos e a elaboração de minutas, que servirão de base para os juízes tomarem suas decisões. Isso representa mais eficiência e qualidade de vida aos profissionais.”

    Inicialmente, a implementação ocorrerá na Justiça Federal do Distrito Federal, beneficiando diretamente juízes, analistas e demais operadores da Corte. Além disso, a iniciativa deverá impactar o ecossistema local de inovação, conectando startups, centros de pesquisa e outras instituições parceiras.

    Brasília como referência em inovação no Judiciário

    Com apoio do Biotic e da FAPDF, o projeto também viabilizou a criação de um núcleo de inteligência artificial voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor jurídico. A expectativa é que a plataforma fortaleça o ecossistema de inovação no DF por meio de capacitações e ações empreendedoras.

    Com a plataforma de inteligência artificial, Brasília reforça sua posição de vanguarda no uso da tecnologia para aprimorar a prestação jurisdicional, consolidando-se como um polo inovador no setor público.

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    A Finatec

    O coordenador do projeto, Prof. Nilton Correia da Silva, destaca a atuação da Fundação na gestão e execução do projeto: “A Finatec é para nós uma fundação de apoio à pesquisa muito importante, ela tem nos apoiado de uma maneira muito bacana, principalmente na parte executória administrativa, jurídica e financeira do projeto. Isso deixa nós pesquisadores com mais braços para fazer o que interessa, que é pesquisa e desenvolvimento. Então eu agradeço muito a Finatec pela parceria.”

    Fonte: Agência Brasília

    Pesquisa investiga desafios da permanência de estudantes negros na graduação

    Entre os obstáculos enfrentados pela população negra no Brasil, o acesso e a permanência no ensino superior são questões cruciais. Este último aspecto é o foco da pesquisa de doutorado de Ícaro Santana, realizada no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania (PPGDH/Ceam). Em outubro, o trabalho foi reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    Foto: Isa Lima/Secom UnB

    “Minha pesquisa busca identificar os desafios da permanência de estudantes negros na graduação da Universidade de Brasília e, a partir disso, avaliar as políticas públicas voltadas para garantir sua continuidade nos estudos”, afirma Ícaro Santana. O doutorando realiza sua pesquisa no formato sanduíche na Universidade de Évora, em Portugal, sob a orientação dos professores Mário Theodoro e Renísia Filice. Iniciado em 2022, o estudo combina métodos qualitativos e quantitativos e já recebeu mais de 80 respostas por meio de um questionário eletrônico, que permanece aberto para contribuições.

    Ícaro e a professora Renísia Filice também colaboram na Coordenação da Questão Negra da Secretaria de Direitos Humanos da UnB (Coquen/SDH). O pesquisador foi um dos oito selecionados em edital de bolsas para apoiar ações de enfrentamento à violência contra pessoas negras, com foco especial nas mulheres. Renísia, coordenadora da Coquen desde 2023, supervisiona atividades voltadas à conscientização e promoção da igualdade racial com estudantes da graduação.

    Além disso, a doutoranda Kátia Brito, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCINF/FCI), também foi contemplada pelo edital. Entre suas contribuições, destaca-se o curso A Construção do Ser Negra, que aborda a vivência de mulheres negras em museus e na Ciência da Informação. Kátia enfatiza que a iniciativa fomentou a troca de saberes e reflexões sobre práticas educacionais decoloniais e antirracistas.

    O ano de 2024 também trouxe avanços significativos com o Projeto Redes Antirracistas, uma parceria entre a Finatec, a Unb e o Ministério da Igualdade Racial. Dez pesquisas foram selecionadas para trabalhar em eixos como políticas públicas de igualdade racial, grupos de pesquisa e extensão, e combate ao racismo em Núcleos de Prática Jurídica.

    Fonte: https://noticias.unb.br/117-pesquisa/7671-pesquisa-avalia-desafios-da-permanencia-de-estudantes-negros-na-graduacao

    Cerrado vivo: crianças exploram agroecologia no IFB

    Com árvores nativas, flores e muita terra nas mãos, o Cerrado ganhou novos defensores nesta quarta-feira (04). Cerca de cem crianças da Escola Classe Córrego do Meio participaram de uma manhã cheia de aprendizado e diversão no Quintal Produtivo Agroecológico, projeto do Instituto Federal de Brasília (IFB). Entre brincadeiras e atividades práticas, os pequenos se conectaram ao bioma que é sua casa, descobrindo a importância de cuidar do meio ambiente e de adotar práticas agroecológicas.

    O projeto, desenvolvido por estudantes e professores do curso de Agroecologia com apoio da Finatec e recursos de uma emenda parlamentar da deputada federal Érika Kokay, integra o VI AgricerradoS — Semana Agrícola do Cerrado para a Sociedade Sustentável. Durante a visita, as crianças aprenderam a identificar árvores do Cerrado que compõem o Sistema Agroflorestal, plantaram e semearam flores, instalaram chapéus-chinês para proteger as plantas das formigas cortadeiras e participaram de jogos educativos, como a Trilha do Quintal Produtivo Agroecológico.

    Além das atividades práticas, a presença da palhaça Cocada trouxe ainda mais leveza à manhã. Com seu jeito descontraído, ela encantou os pequenos enquanto reforçava as lições sobre a importância de preservar o meio ambiente. Ao final, as crianças foram recebidas no prédio da Agroecologia para um lanche especial, encerrando a experiência de forma marcante.

    Para o professor Paulo Guilherme, coordenador do projeto, a ação transcende o aprendizado técnico. “É muito renovador para nós, servidores do IFB, realizar atividades com crianças do meio rural. Isso fortalece nossas esperanças em um mundo mais justo e sustentável”, afirmou.

    O AgricerradoS, que acontece até 5 de dezembro no IFB Campus Planaltina, oferece uma programação gratuita e variada com palestras, oficinas, minicursos, exposições, dias de campo e feiras. A iniciativa é um convite para a sociedade se reconectar ao Cerrado e explorar práticas que integram sustentabilidade e desenvolvimento. Interessados podem acessar a programação e realizar inscrições no site: even3.com.br/agricerrados2024

    IFB de Planaltina ganhará Laboratório Agro 4.0 com foco em inovação e sustentabilidade

    Um novo Laboratório Agro 4.0 será instalado no câmpus do Instituto Federal de Brasília (IFB) em Planaltina, fruto de uma parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o instituto. Com investimento de R$ 3,5 milhões, o projeto conta com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) como parceira, e promete revolucionar a agricultura na região.

    O laboratório será equipado com tecnologia de ponta para análise de solo, plantas e desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas à agricultura de precisão. A iniciativa busca não apenas aumentar a produtividade e a sustentabilidade do setor agrícola, mas também transferir conhecimento e capacitar produtores rurais e pesquisadores da região.

    Um centro de referência em agricultura moderna

    Com a expectativa de se tornar um polo de excelência, o Laboratório Agro 4.0 oferecerá cursos, treinamentos e consultorias técnicas, contribuindo diretamente para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico local.

    Destaques da iniciativa:

    •   Inovação: Tecnologias 4.0 para melhorar a eficiência e os resultados na agricultura.
    	•	Sustentabilidade: Incentivo a práticas agrícolas mais responsáveis e ambientalmente conscientes.
    	•	Desenvolvimento regional: Criação de empregos e fortalecimento da cadeia produtiva local.
    	•	Transferência de conhecimento: Capacitação técnica por meio de cursos e treinamentos especializados.