Finatec entrega doações para instituições

Por conceito, a responsabilidade social empresarial refere-se ao compromisso voluntário das empresas em adotar práticas éticas e contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade.

Na quinta edição, o Natal Solidário da Finatec, firma o compromisso de devolver para a sociedade os frutos do nosso trabalho. Na esfera da pesquisa e também na ajuda ao próximo, a ação reúne os colaboradores administrativos da Fundação em prol de arrecadar doações para instituições que atendem famílias em situação de vulnerabilidade.

Em 2023, as arrecadações se concentraram em leite em pó, que é usado principalmente na complementação alimentar e no desjejum de crianças – Ao todo foram arrecadadas 234 latas. As instituições indicadas e escolhidas pelos colaboradores foram a Creche Mãe Preta e o Instituto Mais Amor ao Próximo, e as entregas foram realizadas nos dias 26 e 29 de janeiro.

O diretor presidente da Finatec, professor Augusto Brasil, explica como a ação social está ligada a história da Fundação: “A Finatec desde que nasceu, já tem essa vocação de devolver para a sociedade o que a sociedade investe na Finatec, e as ações de doações do corpo técnico da Finatec, também refletem isso, impactam muito mais diretamente a sociedade, por exemplo, esse ano foram doadas latas de leite para instituições, e isso impacta não somente diretamente a comunidade, que recebe essas doações, mas também os indivíduos que trabalham na Finatec, pois eles transformam o olhar para outras causas e faz com que eles sejam mais engajados socialmente”, reflete Augusto Brasil.

Creche Mãe Preta

A Creche Mãe Preta tem como missão proporcionar um ambiente acolhedor e educativo, promovendo o desenvolvimento integral de crianças, fundamentado no amor, na aprendizagem significativa e no respeito à individualidade das crianças. Com dez horas de atividades diárias para as 168 crianças matriculadas, as atividades têm como objetivo promover o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças, proporcionando atividades lúdicas, educativas e recreativas.

Além disso, a creche também visa estimular a autonomia e independência das crianças, assim como promover o convívio harmonioso em grupo através das experiências vividas e compartilhadas no dia a dia. Nayadhe Peter Ferreira, diretora da creche, explica como as doações serão aproveitadas: “Elas nos ajudam a fornecer um atendimento de melhor qualidade para nossas crianças e comunidade.”

“A CMPB tem como visão ser uma instituição de excelência na área da educação e assistência social, onde priorizamos a transmissão de conhecimento com compromisso. Buscamos contribuir responsavelmente para o desenvolvimento transversal das crianças, com o comprometimento constante com a qualidade e transparência em todos os nossos serviços.”, complementa Nayadhe Peter Ferreira.

Instituto Amor ao Próximo

Nascido na sala da casa da Dona Cecília Lourenço, o Instituto Amor ao Próximo atende 42 famílias, 18 crianças com necessidades especiais e 5 crianças em atenção especial com alergia à proteína do leite. “No início era mais voltado para mães solteiras, aí outras famílias começaram a pedir diretamente para ela, e a casa dela começou a ficar muito cheia”, explica Elaine Cecília Lourenço, representante do IMAP.

Para 2024, além das doações (roupa, calçados, alimentos), o IMAP está estruturando uma equipe para oferecer atendimento psicológico para as famílias atendidas. “Janeiro é um mês que os voluntários transacionam, por isso, estamos reestruturando a equipe de psicologia para atender as crianças e famílias Estamos precisando de voluntários.”, comenta Elaine Cecília.

Cada instituição recebeu 117 latas de leite em pó. “Fiquei surpresa, porque acho que a primeira doação grande de leite que a gente vai receber, porque geralmente o que a gente recebe de leite não tá sendo suficiente pra todo mundo, então foi uma surpresa, eu fiquei muito feliz”, comemora Elaine Cecília. 

Edições anteriores

Em 2018 tivemos uma ação parecida, ao todo foram arrecadadas mais de 120 latas de leite. Em 2020, os colaboradores foram divididos em duas equipes para arrecadar diversos tipos de itens como roupas e calçados de adultos, roupas e calçados infantis, brinquedos, utensílios domésticos, itens de higiene pessoal e alimentos não perecíveis. Foram arrecadados 3.072 itens, a entrega foi realizada em janeiro de 2021.

2021 foi um ano de surpresas. Ao todo foram arrecadados 3.651 itens em diversas categorias: roupas e calçados de adultos, roupas e calçados infantis, brinquedos, utensílios domésticos, itens de higiene pessoal, alimentos não perecíveis e máscaras descartáveis. 

“Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus, porque sem Deus a gente não consegue nada.Com certeza foi Deus que cruzou os caminhos do IMAP com a Finatec. Mas também gostaria muito de agradecer vocês pelo apoio, e que vocês alcancem os objetivos da instituição.”, finaliza Elaine.

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Finatec sediou uma plenária da Conferência Nacional de Educação 2024

A Conferência Nacional de Educação (Conae), edição 2024, aconteceu entre os dias 28 a 30 de janeiro de 2024, em Brasília – DF. O tema central da conferência é “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantir a educação como um direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”.

A Finatec sediou a Plenária do Eixo 3 – Educação, Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade – equidade e justiça social na garantia do direito à educação para todas as pessoas e o combate às diferentes e novas formas de desigualdade, de discriminação e de violência.

A Conferência Nacional, programada para o início de 2024, foi precedida pelas etapas municipais e estaduais. Seus resultados incluirão não apenas o diagnóstico da situação educacional, mas também as diretrizes, metas e estratégias para a próxima década. A Conae tem objetivos específicos, como avaliar a implementação do PNE vigente, subsidiar a elaboração do próximo PNE (decênio 2024-2034) e contribuir para a identificação dos desafios e necessidades educacionais. Além disso, a conferência produzirá referências que orientarão a formulação e implementação dos planos de educação estaduais, distrital e municipais, alinhados com o PNE (decênio 2024-2034), com o propósito de fortalecer a cooperação federativa em educação e o regime de colaboração entre os sistemas.

Entre os objetivos discutidos nesta etapa estavam a avaliação da implementação do atual PNE, o fornecimento de subsídios para a elaboração do próximo Plano Nacional de Educação (PNE), que vigorará no decênio 2024-2034, e a identificação de desafios e necessidades educacionais do país. Também foram aprovados diversos tópicos das conferências municipais e estaduais e que irão nortear a educação brasileira nos próximos 10 anos, pois farão parte do Plano Nacional de Educação 2024 – 2034, política de Estado para a garantia de Educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável.

Confira as fotos do evento:

1º Seminário Internacional de Eletromobilidade

A eletromobilidade está se tornando cada vez mais relevante à medida que a conscientização sobre as questões ambientais cresce e as tecnologias associadas se desenvolvem. A transição para a eletromobilidade é vista como um passo significativo em direção a um sistema de transporte mais sustentável e eficiente.

O 1º Seminário Internacional de Eletromobilidade ocorreu no dia 17 de janeiro na sede da Finatec, em Brasília. O evento foi promovido pelo HUB de Mobilidade Urbana, idealizado e coordenado pela Finatec e em parceria com o CEFTRU/UnB.

Temas como “Eletromobilidade no contexto das Cidades do Futuro”, “Ganhos ambientais da eletromobilidade: uma visão integrada”, “Visão da Europa e de Portugal” e “Visão da América Latina e do Brasil”,  foram abordados durante o seminário que possibilitou um diálogo reflexivo.

Permitindo ampliar os conhecimentos, atuações e a construção de novos caminhos para a eletromobilidade no Brasil, o diretor presidente da Finatec recebeu os participantes. “O propósito deste seminário é unir vocês aqui para falarmos sobre o futuro, de automobilidade, cidades, mobilidade. E esse é o papel estatutário da Finatec.”, comenta Prof. Augusto Brasil.

Professor Augusto Brasil, diretor presidente da Finatec

Transformação digital

Eletromobilidade e a transformação digital são duas tendências interligadas que desempenham papéis significativos na evolução do setor de transporte e na sociedade em geral. Nesse contexto, o professor Neantro Saavedra Rivano explica os fatores que impedem a implementação completa da eletromobilidade no Brasil: “A eletromobilidade está chegando, é inevitável falar que ainda faltam muitos elementos, mas ela está chegando. E aqui em Brasília a gente já vê alguns postos de carregamento, como foram citados. Mas para ela funcionar é necessário infraestrutura.”

Professor Neantro Saavedra Rivano

Para facilitar a adoção de veículos elétricos, é fundamental ter uma ampla rede de estações de carregamento. Isso inclui carregadores em casa, em locais de trabalho e em locais públicos, como postos de gasolina, estacionamentos e centros comerciais.

A expansão da tecnologia de veículos autônomos pode transformar a mobilidade urbana, tornando-a mais eficiente e segura. Além disso, a integração de sistemas de compartilhamento de veículos autônomos pode otimizar o uso de recursos e reduzir o número de veículos nas ruas.

“Eu acredito muito que a transformação digital também está relacionada às cidades do futuro, que tem três pilares que são fundamentais para que elas funcionem: Proximidade, conectividade e mobilidade. Aquelas cidades que conseguirem dominar a conectividade vão conseguir dar proximidade para as coisas, fazendo com que o usuário consiga enxergar os caminhos de forma mais prática e consequentemente impacta na mobilidade.“, comenta o Prof. Tiago Lopes Farias, da Universidade de Lisboa.

Professor Tiago Lopes Farias

Claro que tudo isso é influenciado pela transformação digital. “O digital alinha esses três fatores de uma forma muito mais rápida. Então, para finalizar, o grande desafio é pensar numa cidade do futuro que seja centrada nas pessoas, baseada em serviços mais seguros e sustentáveis, mais digitais e tridimensionais, fazendo com que todos esses aspectos trabalhem juntos em prol da mobilidade urbana do futuro.”, finaliza o  Prof. Tiago Lopes Farias.

Assista a transmissão do Seminário:

Confira as fotos do evento:

GDF vai ofertar mestrado gratuito em gestão e inovação para servidores

Parceria entre FAPDF, Egov, UnB e Finatec terá aporte de R$ 1,2 milhão do governo e 40 vagas disponíveis

Servidores públicos do Governo do Distrito Federal (GDF) vão receber um incentivo extra para retomar os estudos e ampliar a capacitação. O governador Ibaneis Rocha assinou, nesta quarta-feira (24), um convênio com a Universidade de Brasília (UnB) para ofertar 40 vagas de mestrado na temática de gestão, inovação, economia e tecnologia.

Serão 35 vagas para servidores efetivos de qualquer carreira da administração direta e indireta e cinco vagas destinadas à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Todos os detalhes do processo seletivo serão anunciados nos próximos meses com a publicação de edital, previsto para o primeiro semestre. O investimento do GDF é de R$ 1,2 milhão.

O governador Ibaneis Rocha: “Esse convênio é mais uma ação no sentido de valorização dos nossos servidores públicos, que são os responsáveis por comandar a administração pública e tão essenciais para o andamento da cidade” | Foto: Renato Alves/ Agência Brasília

“Esse convênio é mais uma ação no sentido de valorização dos nossos servidores públicos, que são os responsáveis por comandar a administração pública e tão essenciais para o andamento da cidade. Com certeza, será uma parceria exitosa com a UnB para os futuros alunos e certamente para a sociedade, que vai se beneficiar desse conhecimento”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

O acordo foi celebrado entre a FAPDF, a Secretaria de Economia (Seec), a Escola de Governo (Egov) e a UnB. O objetivo do curso é a capacitação, o aperfeiçoamento e a especialização técnica, para o desenvolvimento institucional e da gestão pública do DF.

O diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Junior, comemora a possibilidade de aumentar o entendimento da “cadeia de tecnologia e inovação em todo DF por parte dos servidores”

Gratuito, o mestrado é uma parceria inédita da FAPDF com a UnB, feito comemorado pelo diretor-presidente da fundação, Marco Antônio Costa Júnior: “Com ele [o mestrado], vamos aumentar o entendimento dos nossos servidores sobre a importância dessa cadeia de tecnologia e inovação em todo DF e a potencialidade de criação de renda e emprego. É uma iniciativa pioneira, a primeira vez que conseguimos montar um mestrado com essas características”.

O secretário de Economia, Ney Ferraz, avalia: “Investir na qualificação profissional dos nossos servidores é prioridade, e o governador Ibaneis Rocha tem demonstrado que pensa assim com ações concretas: quando criou o curso superior de gestão para servidores e, agora, ampliando a oferta de mestrado”. Segundo o gestor, atualmente cerca de 6% de todo o funcionalismo tem graduação em stricto-sensu.

Diretora-executiva da Egov, Juliana Tolentino reforça que os investimentos em qualificação e capacitação dos servidores têm crescido. “Em 2023, tivemos recorde em número de certificações de cursos oferecidos na escola. Foram emitidas mais de 22 mil. Isso significa também que o servidor está interessado em aperfeiçoamento, e isso é ótimo porque a capacitação precisa se transformar em uma cultura dentro do GDF”, conclui.

Reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura destaca que “o curso de economia é um curso nota 6, de nível internacional”

Ao comentar a parceria, a reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura, destacou a qualidade do curso a que os servidores terão acesso. “É uma honra fortalecer a parceria com o GDF e com a FAPDF, agora na forma de um mestrado para os servidores do governo, num departamento que é de excelência na UnB, o de Economia. O curso de economia é um curso nota 6, de nível internacional, então nós temos já a experiência e as condições de oferecer o melhor curso para os servidores”, garante a reitora da UnB.

Com cursos voltados para a área de gestão e inovação, os inscritos vão poder apresentar problemas da administração pública e sair de lá com soluções a partir do trabalho em parceria com os pesquisadores da UnB. É o que explica o chefe do Departamento de Economia da UnB, Roberto Ellery.

“A ideia é qualificar o pessoal do GDF para lidar com inovação. Inovação sempre foi a mola do mundo, mas agora, na nossa época da tecnologia da informação, da inteligência artificial. fica ainda mais importante. Com o mestrado, nós qualificamos os servidores, o GDF vai ter esse pessoal mais qualificado para trabalhar com inovação e o departamento de economia aprende com essas turmas a respeito dos problemas do GDF. Isso nos permite direcionar nossa capacidade de pesquisa, de um departamento consolidado, e direcionar para os problemas do GDF que depois aparecem nas pesquisas de dissertação”, explica Roberto Ellery.

Fonte: Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

1º Seminário Internacional de Eletromobilidade: Rumo ao Futuro Sustentável

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) será o cenário do 1º Seminário Internacional de Eletromobilidade em 17 de janeiro, focando na sustentabilidade no transporte e no avanço da eletromobilidade. Com eixos temáticos como “Eletromobilidade no contexto das ‘Cidades do Futuro'” e “Ganhos ambientais da eletromobilidade: uma visão integrada”, o evento, aberto ao público, requer inscrição antecipada no Sympla, com o credenciamento iniciando às 8h30.

Sob a liderança dos Prof. Dr. Augusto César de Mendonça Brasil e Neantro Saavedra Rivano, da Universidade de Brasília, os eixos temáticos proporcionarão um ambiente propício para diálogos e reflexões sobre a eletromobilidade. O seminário visa enriquecer o conhecimento dos participantes, ampliando suas atuações e contribuindo para a construção de novos horizontes na eletromobilidade no Brasil.

Contando com a participação de renomados pesquisadores, incluindo o Prof. Dr. Tiago Lopes Farias e a Dra. Patrícia Batista, da Universidade de Lisboa, e a Dra. Flávia Consoni, da Universidade de Campinas, o evento promete ser um marco na discussão sobre o presente e o futuro da eletromobilidade.

O HUB de Mobilidade da Finatec é responsável pela organização do evento. “ O papel dos hubs é conectar a sociedade e a instituições com o ambiente da universidade, seja laboratório de pesquisa, o parque tecnológico uma startup de ex-alunos. É assim fomentar discussões, pesquisas ”, explica o professor Augusto Brasil, diretor-presidente da Finatec.  

Local: Finatec – Campus Norte da UnB

Link para inscrição: https://www.sympla.com.br/evento-online/seminario-internacional-de-eletromobilidade/2302356?referrer=www.google.com&share_id=copiarlink

Programação

8h30 – Credenciamento
9h – Apresentação do HUB e contextualização sobre o cenário de eletromobilidade no Brasil – Prof Augusto Brasil, Prof Neantro
10h – Coffee break
10h15  – Painel 1 “Eletromobilidade no contexto das  “Cidades do Futuro”. Mediador: Prof. Dr. Neantro  Saavedra Rivano
12h – Almoço
13h30 – Painel 2 “Ganhos ambientais da eletromobilidade: uma visão integrada”. Mediador: Prof. Dr. Augusto César de Mendonça Brasil
14h30 – Painel 3 “A visão da Europa e de Portugal” – Prof Tiago Farias – Instituto Superior Técnico (Univ. de Lisboa) e Luís Barroso – MOBI.e. Mediador: Prof. Dr. Augusto César de Mendonça Brasil
15h30 – Coffee break
15h45 – Painel 4 “A visão da América Latina e do Brasil“. Mediador: Prof. Dr. Neantro  Saavedra Rivano
16h45 – Debate

Pesquisa da UnB vai monitorar políticas públicas para mulheres do campo, águas e floresta

O projeto está em fase de contratação da Finatec e recebimento de recursos. O estudo é uma demanda aprovada durante a 7ª Marcha das Margaridas ocorrida em agosto deste ano

A Universidade de Brasília está prestes a começar uma pesquisa para, entre outras coisas, criar o Observatório de políticas públicas para mulheres do campo, águas e floresta. O projeto está em fase de contratação da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) — que vai gerenciar os recursos— e de recebimento da verba. O estudo é uma demanda aprovada na 7ª Marcha das Margaridas ocorrida em Brasília nos dias 15 e 16 de agosto deste ano.

O estudo denominado Projeto de Pesquisa Margaridas do Campo, água e floresta: formação e construção do Observatório de Políticas Pública, é articulado pelo movimento social que organiza a Marcha das Margaridas – a Secretaria de Mulheres da CONTAG que será parceira deste Projeto com a UnB. A pesquisa, prevista para iniciar em janeiro e terminar em dezembro de 2024 vai analisar se o Caderno de Resposta da Margaridas e as políticas a serem desenvolvidas estão articuladas com o plano plurianual; além de organizar o banco de dados das Margaridas, entre outras (leia Quadro Metas). A coordenação é da Professora da UnB, Eliene Novaes Rocha, que atua como professora da Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC) e no PPG-MADER na Faculdade UnB Planaltina (FUP).

O projeto de pesquisa vincula-se às demandas geradas de dois Projetos de Extensão que tramitaram na Universidade de Brasília (UnB): Curso de Extensão em comunicação, gênero e Agroecologia e Organização produtiva e autonomia econômica das mulheres rurais: um diálogo com as Margaridas também executados pela UnB e coordenados pela Professora Eliene Novaes.

Professora Eliene Novaes Rocha, coordenadora da pesquisa. Foto: Rubens Ferreira

Foco

O principal problema a ser abordado é a retomada das políticas públicas para as mulheres que enfrentam uma precarização das condições de vida da maioria do povo, em especial as mulheres do campo, águas e floresta. Elas saíram da pandemia com menos renda; mais sobrecarga de trabalho doméstico e mais violência no cotidiano. 

Metas

  • Acompanhar e monitorar as políticas públicas em resposta à Marcha das Margaridas
  • Reestruturar o site do movimento social criando um tópico Observatório de Políticas Públicas
  • Analisar a política pública proposta a partir da Marcha das Margaridas
  • Formar mulheres do campo, floresta e águas com domínio em agroecologia nas suas múltiplas dimensões (ecológica, econômica, cultural, política e ética) incentivando os quintais produtivos e agroecológico, que inclusive é um ponto de pauta da marcha

Eliene Novaes destaca que esse é o papel da universidade. “Talvez esse seja um dos elementos mais inéditos desta pesquisa, que é uma interlocução permanente da luta das mulheres com perspectiva de organização social com o trabalho de uma universidade pública. A universidade precisa trazer o debate, as questões prementes desses movimentos para dentro da universidade no campo da pesquisa”, defende.

Outro ponto ressaltado pela pesquisadora é a aproximação da universidade com o movimento (Marcha das Margaridas) que se tornou internacional e que possibilidade às mulheres do campo, das águas e da floresta virem até Brasília numa mobilização de luta por direitos. “A pesquisa permite à universidade fazer aquilo que socialmente é sua responsabilidade: aproximar a pesquisa, ensino e extensão das lutas, dos movimentos, dos coletivos”, finaliza.

Doula: uma escuta amorosa e profissional

O Programa + Mulheres profissionais na área da saúde e Empreendedorismo, executado pelo Instituto Federal de Brasília, busca qualificar mulheres para trabalharem como doulas, além de oferecer cursos para mulheres que já atuam no mercado da doulagem.

Embora a atividade de doulagem seja milenar, no Brasil a atividade da doula ainda não é reconhecida como uma ocupação. Mesmo assim, a falta de reconhecimento profissional da doulagem não impede que milhares de mulheres atuem orientando e auxiliando outras mulheres durante a sua gestação, parto e pós-parto. O Programa reconhece a necessidade de regulamentação da profissão e está atento às discussões que acontecem no âmbito do legislativo.

O Programa, cuja execução financeira tem sido realizada pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), iniciou suas atividades em 13 de dezembro de 2023 com o curso de massagem para gestantes que têm carga horária de 30h. A partir de 2024, serão ofertados outros cursos de extensão como o de Pintura na Barriga e o de Chá de Bênçãos. O Chá de Bênçãos é um momento oferecido à gestante e ocorre num espaço ambientado para a mulher se vincular com o bebê que vai nascer e para que ela possa se despedir da barriga. “Quando o filho nasce, a mulher vive uma espécie de luto. Ela sai da condição de gestante e nasce na condição de mãe”, explica Êrika Barretto Fernandes Cruvinel, coordenadora geral do Programa + Mulheres Profissionais na área da Saúde e Empreendedorismo. Êrika, que é professora da área de Ciências Ambientais do IFB, campus Gama, explica que o curso de formação inicial de doulas leva entre 80h e 220 horas, “Uma doula precisa ter sensibilidade, empatia e uma escuta afetiva. O conhecimento técnico necessário ela recebe durante o curso”. O recurso financeiro para a realização do Programa é fruto de emenda parlamentar da Deputada Erika Kokay no valor de R$ 200 mil. Ao todo serão abertas 280 vagas para qualificação de mulheres que não são doulas. As vagas serão distribuídas em três campus do IFB. Quem tiver interesse, todas as orientações para processo seletivo serão publicadas no site do IFB a partir de janeiro de 2024.

Empreendedorismo

Mais do que qualificar e requalificar mulheres que atuam com a doulagem, o Programa do IFB tem como meta formar profissionais empreendedoras. “A gente precisa que a profissão seja regulamentada para que a mulher nos estágios gravídico e puerperal sejam acompanhadas, e que exerça seu direito à presença da doula no momento do parto”, explica a professora Êrika Fernandes Cruvinel.

Até o momento, a profissão não existe na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Mas no Senado já foi aprovado o PL que caminha para isso. “No texto exige-se que a mulher, para ser doula, precisa ter o ensino médio. No nosso entendimento — e no entendimento da deputada Erika Kokay que tem nos ajudado muito nisso — não deve ser exigido o ensino médio. Mulheres com ensino fundamental, Brasil à fora, já exercem a profissão. Se o PL for aprovado com a exigência do ensino médio, deixaremos de fora muitas mulheres que já atuam na doulagem”, alerta Êrika Fernandes Cruvinel. O projeto está na Câmara dos Deputados e a luta é para adequar o texto eliminando essa exigência.

Diagnóstico sobre a judicialização do Transporte Aéreo no Brasil: instituições trabalham em prol desse projeto

Numa sessão entre a Associação dos Magistrados do Brasil – AMB e o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, pesquisadores das entidades indagaram a seguinte questão: quais os fatores que colocam o Brasil no topo das demandas judiciais sobre o transporte aéreo? 

O Instituto Brasileiro de Direito Aeronáutico – IBEAR apurou que 98,5% das ações cíveis no mundo de passageiros contra as companhias aéreas estão concentradas no Brasil. Esse percentual alarmante consta expressamente na Cartilha do Transporte Aéreo, publicada em 25 de maio de 2021, pelo Conselho Nacional de Justiça.  

Nesse contexto a AMB, a partir do Centro de Pesquisas Judiciais, em parceria com as Associações de companhias Aéreas IATA, ALTA, ABEAR e JUCAIB, convidaram a Universidade de Brasília, na pessoa do professor Victor Celestino, pesquisador com vasta atuação na área,  para compor a equipe de pesquisa do projeto “Diagnóstico sobre a Judicialização do Transporte Aéreo no Brasil: uma aplicação de Aprendizado de Máquina.” 

“Nós estamos aqui justamente para pesquisar e verificar se, de fato, a hipótese que foi postulada é verdadeira ou falsa. E a hipótese que foi postulada, justamente, desse excesso de judicialização no Brasil. Então, o nosso trabalho se propõe a ser um diagnóstico sobre a judicialização do transporte aéreo no Brasil. E, para isso, nós vamos aplicar uma metodologia de inteligência artificial com uma aplicação de aprendizado de máquina. Também, estamos propondo inovação na maneira que estamos fazendo um estudo de um diagnóstico de um fenômeno social, digamos assim, mas utilizando as ferramentas mais modernas do estado de arte da ciência.”, explica a Profa. Inez Lopes Matos Carneiro de Farias, da Faculdade de Direito da UnB.

Profa. Inez Lopes Matos Carneiro de Farias

O objetivo da pesquisa, além de contribuir para uma boa gestão do transporte aéreo, com aumento da eficiência e da eficácia, contribuindo para a melhoria da qualidade dos serviços públicos, também visa o desenvolvimento econômico e social no Brasil e para a formulação de políticas públicas adequadas a todos os stakeholders envolvidos na prestação de serviços de transporte aéreo. 

A Finatec entra na pesquisa como gestora dos recursos e propositora de relações entre a academia e o mercado. O diretor financeiro da Fundação, professor Daniel Monteiro, explica como tudo isso se dá: “Nós temos o objetivo principal, o apoio à nossa instituição, que é a Universidade, para que possamos fazer a conexão entre o mercado, seja a iniciativa pública ou a iniciativa privada, principalmente a iniciativa privada, com o projeto de pesquisa dentro da Universidade. Isso seria muito mais complexo quando a gente fala principalmente de recursos privados, mas a Fundação, em sua constituição, permite com que a gente consiga gerir esses recursos privados para projetos de pesquisa dentro da Universidade, contribuindo assim para fazer com que a Universidade possa trazer uma contribuição direta para a sociedade.”, finaliza Monteiro.

Prof. Daniel Monteiro, diretor financeiro da Finatec

“Para nós é muito importante esse trabalho junto com a Finatec, porque normalmente nós como professores, os nossos alunos de graduação e pós-graduação, estamos muito concentrados nos aspectos mais técnicos e metodológicos da pesquisa. Mas a gestão de projetos, sem dúvida nenhuma, é um fator crucial para o sucesso de qualquer projeto de pesquisa, especialmente considerando que nós precisamos atender a um parceiro, a um cliente que tem expectativas. Nesse aspecto, a nossa experiência de trabalho, e a minha em particular, de trabalhar com a Finatec tem sido excepcional no sentido de todo o suporte, desde a captação do projeto até os aspectos de recrutamento da equipe e da execução e finalmente da prestação de contas. Então, sem dúvida nenhuma, todos estamos muito satisfeitos com essa parceria com a Finatec. Queremos fazer esse e muitos outros projetos!”, exclama o Prof. Victor Celestino, professor da Face e coordenador do projeto. 

Prof. Victor Celestino

Confira as fotos do evento:

As várias faces da toxicologia

Curso de verão da UnB aborda as diferentes formas de toxicologia. Temas são variados, assim como os profissionais que ministram as aulas que quase nunca se repetem

Há 15 anos, um aluno da graduação em Farmácia sugeriu a professora Eloisa Dutra Caldas, um curso mais abrangente de toxicologia. Ela, por sua vez, já sentia a necessidade de aprofundar o tema dentro do curso. “Três meses depois da nossa conversa já tínhamos pronta a primeira versão deste curso que acontece desde 2009. Só pulamos 2021 por conta da pandemia por não fazer sentido um curso como esse na plataforma on-line”, orgulha-se Eloisa que é professora titular de toxicologia do Departamento de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB)

O curso de verão em toxicologia acontece a cada dois anos desde então. O VII Curso de Verão em Toxicologia é o mais recente (aconteceu em março deste ano) e teve recorde de alunos: entre 190 e 200 inscritos. Este ano, além de professores da UnB, ministraram o curso docentes de outras instituições de ensino superior do Brasil, além da participação de dois pesquisadores do exterior (que participaram de forma on-line). Integrantes da polícia civil e profissionais da Anvisa também participaram. Entre os temas abordados este ano estão a toxicologia ambiental, de medicamentos, de alimentos, forense, entre outros. “São 40 horas de curso e, alguns dos temas têm duas ou mais aulas. Então, aprofundamos bastante e temos a oportunidade de trocar experiências com diferentes profissionais. Temos ainda a preocupação de trazer temas novos, como a toxicologia por nano plásticos no meio ambiente, que abordamos este ano. Veio um professor da Inglaterra para falar sobre isso”, explica a professora.

Segundo Eloisa Dutra, o curso é sempre muito bem avaliado pelos alunos. Alguns, já fizeram quatro, cinco vezes justamente porque cada edição tem temas novos. Perguntada porque o curso acontece a cada dois anos e não anualmente, a professora diz que é humanamente impossível aumentar a frequência porque sobrecarrega o laboratório. “O intervalo de dois anos também é importante para trazermos novos temas e incorporá-lo ao curso”, defende.

Este ano, pela primeira vez, gestão financeira foi feita pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). “Quando era com a UnB, só podíamos acessar os recursos após o término do curso. Com a gestão da Finatec, tivemos mais liberdade e rapidez e conseguimos usar os recursos durante o curso”, explica. A Anvisa apoiou o projeto com passagens e diárias para os convidados.

O público alvo do Curso de Verão em Toxicologia são principalmente alunos de graduação e pós-graduação em química, farmácia, medicina e biologia. Podem ser graduandos ou profissionais. A próxima edição acontece em 2025. Fique ligado!

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