Universidade de Brasília articula saúde e educação em Ceilândia com projeto “Tecendo o Amanhã”

Ação une educação e saúde com espaços de escuta, acolhimento psicológico e mais de 1,1 mil atendimentos voltados a estudantes, professores e crianças neurodivergentes no Sol Nascente

Ansiedade, automutilação, exaustão emocional e dificuldades de aprendizagem passaram a fazer parte da rotina de muitas escolas públicas de Ceilândia no pós-pandemia. Em resposta a esse cenário, um projeto da Universidade de Brasília (UnB) vem transformando escolas e unidades de saúde da região em espaços de escuta, acolhimento e cuidado em saúde mental.

Intitulada “Tecendo o Amanhã”, a iniciativa é desenvolvida no campus Ceilândia da UnB e atua de forma integrada entre educação, saúde pública e comunidade. O projeto é coordenado pelas professoras Josenaide Engracia dos Santos, Daniela da Silva Rodrigues, Flávia Mazitelli e Sarah Raquel Almeida Lins, com financiamento da Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio de emenda parlamentar. A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) apoia a execução administrativa e financeira das ações. 

O projeto nasceu a partir da experiência acumulada em ações de extensão realizadas desde 2014 no Sol Nascente. Segundo a coordenadora Josenaide Engracia, a convivência com famílias, escolas e equipes de saúde revelou o agravamento de casos de ansiedade, depressão, comportamento suicida e transtornos do neurodesenvolvimento entre crianças e adolescentes.

“Observamos um aumento significativo da demanda em saúde mental e um tempo de espera de até quatro anos para atendimentos especializados de crianças neurodivergentes. Isso nos inquietou profundamente e motivou a criação do projeto”, afirma a professora.

Atendimento multiprofissional e apoio às famílias

O “Tecendo o Amanhã” atua em três frentes principais. A primeira é voltada ao atendimento de crianças e adolescentes neurodivergentes, especialmente casos de transtorno do espectro autista (TEA), TDAH e transtornos de aprendizagem. Os atendimentos acontecem na UBS 01 de Ceilândia, no Sol Nascente, com apoio de uma equipe multiprofissional e estudantes extensionistas da UnB.

O trabalho inclui diagnóstico precoce, acompanhamento terapêutico e orientação às famílias e escolas. Até a primeira quinzena de maio de 2026 já foram realizados mais de 1500 atendimentos nesse eixo.

“O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de aprendizagem, autonomia e inclusão social dessas crianças”, destaca Josenaide.

Outra frente do projeto atua diretamente com professores da rede pública de ensino. As ações incluem rodas de conversa, espaços de acolhimento e práticas integrativas voltadas à redução do estresse e ao fortalecimento da saúde emocional dos docentes.

Ao longo de 2025, cerca de 103 professores participaram das atividades e relataram melhora no bem-estar, fortalecimento dos vínculos no ambiente escolar e maior sensação de acolhimento.

Rodas de conversa fortalecem vínculo entre estudantes e escola

Com os estudantes do ensino médio, as ações acontecem principalmente no Centro de Ensino Médio 12 de Ceilândia (CEM 12). O projeto promove rodas de conversa, oficinas e pontos permanentes de escuta sobre autoestima, bullying, ansiedade, redes sociais, relações familiares e projetos de vida.

Os alunos também participam de atividades culturais e de autocuidado nos intervalos escolares, com música, dança, jogos e arte coletiva. As ações têm fortalecido o protagonismo juvenil e transformado o ambiente escolar em um espaço mais acolhedor.

Cerca de 150 estudantes participaram das atividades em 2025. Alguns deles ingressaram na própria Universidade de Brasília e hoje retornam ao projeto como extensionistas.

“A escola precisa ser também um espaço de cuidado, e não apenas de desempenho e cobrança”, afirma a coordenadora.

Saúde mental e desigualdade social

Para os organizadores, discutir saúde mental em Ceilândia também significa enfrentar os impactos da desigualdade social, da violência e da insegurança alimentar sobre crianças, adolescentes e professores.

“Nós queremos contribuir para um futuro em que jovens, famílias e profissionais da educação tenham mais condições de sonhar, permanecer na escola e cuidar da saúde mental”, conclui Josenaide.

Iniciativa da UnB leva educação em saúde para dentro das comunidades e fortalece prevenção no DF

Projeto Escola Cidadã aproxima população das UBSs, enfrenta  a desinformação e amplia o acesso a informações confiáveis sobre saúde no Distrito Federal

Criado em meio ao cenário de incertezas e excesso de informações durante a pandemia de Covid-19, o programa de extensão Escola Cidadã vem se consolidando como uma importante estratégia de educação e comunicação em saúde no Distrito Federal. Desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB), por meio do Laboratório de Educação, Informação e Comunicação em Saúde (LabECoS), a iniciativa atua diretamente junto às comunidades para ampliar o acesso à informação confiável, incentivar a prevenção e aproximar a população dos serviços públicos de saúde. As ações do projeto contam com o apoio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), no âmbito de sua atuação de apoio a iniciativas de ensino, pesquisa, extensão e inovação.

O projeto surgiu em 2020 com ações digitais voltadas à tradução do conhecimento científico para uma linguagem mais acessível. Entre as iniciativas desenvolvidas estavam materiais educativos, cards para WhatsApp, aulas públicas e lives com orientações sobre saúde em um momento marcado pela circulação intensa de desinformação.

Com a ampliação das atividades, o Escola Cidadã passou a promover também ações presenciais nas comunidades, fortalecendo o diálogo entre universidade, população e equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A proposta é contribuir para que as pessoas tenham mais autonomia no cuidado com a própria saúde e se aproximem dos serviços oferecidos pelo SUS.

“O Escola Cidadã nasce da inquietação diante de dois desafios muito presentes nos territórios: a distância entre universidade e comunidade e o avanço da desinformação em saúde. Percebemos que não bastava produzir conhecimento científico; era fundamental traduzi-lo, compartilhá-lo e construí-lo junto com a população”, explica a coordenadora do programa, Ana Valéria Machado Mendonça.

Ações nas comunidades fortalecem autonomia da população

As atividades do programa de extensão Escola Cidadã utilizam metodologias participativas e estratégias de educação e comunicação em saúde que estimulam o protagonismo da população e a construção coletiva do conhecimento. Além da comunidade, profissionais da saúde e estudantes universitários também são beneficiados pela iniciativa de 12 subprojetos vinculados. Para os profissionais das UBSs, os projetos temáticos ampliam as possibilidades de comunicação e promoção da saúde. Já para os estudantes da universidade, a experiência permite integrar ensino, pesquisa e extensão em contato direto com a realidade social das comunidades.

Outro diferencial do Escola Cidadã é o desenvolvimento de tecnologias educativas inovadoras. Entre elas estão jogos produzidos por estudantes da Faculdade de Ceilândia da UnB, utilizados nas ações com a população para abordar temas como vacinação, dengue, saúde menstrual, hanseníase, cigarro eletrônico e desinformação em saúde, orientados pela professora Natália Fernandes de Andrade, coordenadora de territórios do Escola Cidadã.

Segundo Natália, os efeitos sociais da iniciativa estão diretamente ligados ao fortalecimento da autonomia da população e ao incentivo ao pensamento crítico em relação às informações consumidas no dia a dia.

“Acreditamos que o principal resultado social do Escola Cidadã está no fortalecimento do protagonismo e da autonomia da comunidade no processo de cuidado com a saúde. O projeto contribui para que as pessoas se tornem mais críticas em relação às informações que recebem e mais conscientes sobre suas escolhas em saúde”, destaca.

A expectativa da equipe é ampliar as ações junto às comunidades e fortalecer parcerias com escolas, unidades de saúde, organizações comunitárias e instituições públicas, consolidando o Escola Cidadã como referência em educação e comunicação em saúde no Distrito Federal.

“A longo prazo, queremos que o Escola Cidadã se consolide como um modelo de educação e comunicação em saúde capaz de inspirar diferentes territórios, contribuindo para o fortalecimento do SUS e para a formação de profissionais mais sensíveis às necessidades sociais”, finaliza Ana Valéria.

Plastic Reboot Brasil inicia ações para redução da poluição plástica em cidades costeiras

O Plastic Reboot Brasil iniciou oficialmente sua fase de implementação no País. A iniciativa internacional irá desenvolver, ao longo dos próximos cinco anos, ações voltadas à redução da poluição plástica em cidades costeiras brasileiras, com foco em economia circular, inovação e sustentabilidade.

🔗 Saiba mais na matéria do MCTI:
https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2026/05/projeto-internacional-articula-plano-de-cinco-anos-para-reduzir-poluicao-plastica-em-cidades-costeiras-brasileiras

O projeto prevê a realização de ações em cidades como Belém, Salvador, Rio de Janeiro, Florianópolis e municípios da Baixada Santista, reunindo poder público, academia, setor produtivo e organismos internacionais na construção de soluções para reduzir o uso de plásticos descartáveis.

A Finatec atua na implementação da iniciativa no Brasil, apoiando a execução administrativa e operacional do projeto em parceria com o MCTI, Pnuma e WWF.

Galeria de imagens Rodrigo Cabral/ Ascom MCTI:

Do planejamento à ação: resumo do mês de Maio de 2026

Confira os principais destaques do mês de Maio na Finatec:

UnB inaugura Laboratório de Inteligência Artificial e marca avanço em ensino e inovação

A Universidade de Brasília (UnB) inaugurou o Laboratório de Inteligência Artificial (LabIA), um espaço voltado ao fortalecimento do ensino, da pesquisa e da inovação em tecnologias emergentes. A iniciativa amplia a capacidade da universidade de desenvolver projetos de alto impacto e reforça a atuação colaborativa entre instituições parceiras. A Finatec participou da cerimônia e foi reconhecida como parceira estratégica na viabilização de iniciativas voltadas à pesquisa e à inovação.

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MATÉRIA:
https://www.finatec.org.br/noticia/unb-inaugura-laboratorio-de-inteligencia-artificial-e-marca-avanco-em-ensino-e-inovacao/

Projeto amplia enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes e fortalece implementação da Escuta Protegida

Coordenado pela Universidade de Brasília, o projeto atua na implementação da Lei da Escuta Protegida e busca fortalecer a rede de proteção à infância e adolescência por meio da integração de serviços, capacitação de profissionais e desenvolvimento de metodologias adaptadas às realidades locais. A Finatec participa como fundação de apoio, contribuindo para a gestão administrativa e financeira da iniciativa.

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MATÉRIA:
https://www.finatec.org.br/noticia/projeto-amplia-enfrentamento-a-violencia-contra-criancas-e-adolescentes-e-fortalece-implementacao-da-escuta-protegida/

Novo mestrado para servidores é lançado pelo GDF em parceria com a UnB e a FAPDF

O Governo do Distrito Federal lançou um novo programa de mestrado profissional voltado à qualificação de servidores públicos. A iniciativa reúne instituições como UnB, FAPDF, SEEC-DF, Escola de Governo e Finatec, com foco em empreendedorismo, inovação tecnológica e inteligência artificial. O projeto busca fortalecer a capacidade técnica dos profissionais e estimular soluções inovadoras para a administração pública.

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MATÉRIA:
https://www.finatec.org.br/noticia/novo-mestrado-para-servidores-foi-lancado-pelo-gdf-em-parceria-com-a-unb-e-fapdf/

Finatec recebe conferência sobre qualificação do monitoramento e avaliação na gestão estratégica do Ministério da Saúde

A Finatec sediou uma conferência voltada ao fortalecimento dos processos de monitoramento e avaliação de programas e projetos de cooperação técnica do Ministério da Saúde. O encontro reuniu especialistas, gestores e pesquisadores para debater metodologias, indicadores e estratégias capazes de aprimorar a governança e a eficiência das políticas públicas em saúde.

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MATÉRIA:
https://www.finatec.org.br/noticia/finatec-recebe-conferencia-sobre-qualificacao-do-monitoramento-e-avaliacao-na-gestao-estrategica-do-ministerio-da-saude/

A bengala inteligente que conquistou reconhecimento em competição nacional

Desenvolvido na Universidade de Brasília, o projeto Bengalas Inteligentes busca ampliar a autonomia e a segurança de pessoas com deficiência visual por meio de um módulo equipado com sensores, alertas sonoros e vibração. A iniciativa conquistou o terceiro lugar em competição nacional promovida pela ABDI e conta com o apoio da Finatec na execução das atividades previstas no edital.

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Projeto Escola Cidadã – Saúde em Movimento fortalece ações de promoção da saúde no Distrito Federal

O projeto Escola Cidadã: Saúde em Movimento conecta a Universidade de Brasília à comunidade por meio de ações educativas voltadas à promoção da saúde, prevenção de doenças e fortalecimento da cidadania. Desenvolvida em parceria com o SESI e a Finatec, a iniciativa atende diversas regiões administrativas do Distrito Federal, promovendo conhecimento, bem-estar e qualidade de vida para estudantes e comunidades.

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https://www.finatec.org.br/noticia/projeto-escola-cidada-saude-em-movimento/

A Bengala inteligente que conquistou reconhecimento em competição nacional

Uma solução tecnológica voltada à autonomia de pessoas com deficiência visual vem sendo desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) no âmbito do Edital 001/2025, intitulado “Bengalas Inteligentes – Módulo vibratório e sonoro para acoplar em bengalas dobráveis para deficientes visuais”. A iniciativa reúne inovação, acessibilidade e tecnologia assistiva com foco em ampliar a segurança e a mobilidade no cotidiano dos usuários.

O projeto integra o Desafio Bengalas Inteligentes, realizado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com o Governo do Paraná, no âmbito do Convênio nº 01/2024, voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas com impacto social.

Coordenado por Renan Balzani, professor da UnB, responsável pelo Laboratório de Prototipagem, Inovação e Sistemas, localizado no Campus Darcy Ribeiro, o laboratório tem ampliado sua atuação a partir de uma abordagem multidisciplinar, integrando diferentes áreas do conhecimento e priorizando soluções voltadas ao uso real. Segundo o coordenador, o espaço nasceu vinculado à arquitetura, mas hoje se estrutura como um ambiente centrado no usuário, com parcerias em áreas como comunicação, educação e saúde, ampliando o alcance das iniciativas desenvolvidas.

A proposta consiste no desenvolvimento de um módulo inteligente acoplado à bengala tradicional, equipado com sensores capazes de identificar obstáculos durante o deslocamento. Ao detectar barreiras, o sistema emite alertas por vibração e som, permitindo que o usuário perceba a proximidade e reaja de forma segura. Quanto menor a distância do obstáculo, mais intensos são os sinais emitidos, contribuindo para uma navegação mais precisa e intuitiva.

Com funcionamento adaptado ao uso cotidiano, o dispositivo reconhece situações de inatividade ou posições específicas e ajusta automaticamente seu comportamento, evitando sinais contínuos em ambientes com grande circulação de pessoas e tornando a experiência mais confortável para o usuário.

Integrado ao sistema, um aplicativo amplia as possibilidades de uso ao funcionar como um mapa colaborativo. Nele, usuários podem registrar obstáculos, classificar pontos do trajeto e acessar informações por meio da leitura de códigos com suporte em áudio. Também há a possibilidade de compartilhamento de localização em tempo real com contatos de emergência, o que reforça a segurança em situações de risco.

Em um contexto mais amplo de atuação do laboratório, o projeto dialoga com outras iniciativas voltadas à acessibilidade e à inovação, incluindo o uso de fabricação digital e estratégias de compartilhamento aberto, com potencial para reprodução por impressão tridimensional.

O reconhecimento externo já marca o desenvolvimento da proposta, que conquistou o terceiro lugar no Concurso de Inovação “Desafio Bengalas Inteligentes”, voltado à inovação e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas com impacto social.

A Finatec participa da iniciativa como instituição proponente, atuando no suporte à execução do projeto e no atendimento às exigências previstas no edital, contribuindo para a viabilização das atividades e para o desenvolvimento da proposta. Segundo o professor Renan Balzani, a participação da Fundação é fundamental para a concretização da iniciativa.

Projeto amplia enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes e fortalece implementação da Escuta Protegida

A qualificação das políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes ganha reforço com um projeto coordenado pela Universidade de Brasília, que atua na implementação da Lei nº 13.431/2017, conhecida como Lei da Escuta Protegida. A iniciativa busca tornar mais efetiva a atuação da rede de proteção, a partir de estratégias que consideram as realidades locais e promovem maior integração entre os serviços.

A ação é conduzida sob coordenação da professora Maria Lúcia Pinto Leal e reúne parcerias com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares. A Finatec participa como fundação de apoio, responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto, assegurando as condições necessárias para a execução das atividades.

Com foco em territórios prioritários, definidos a partir de indicadores de violência, o projeto tem como objetivo desenvolver uma metodologia participativa que contribua para descentralizar e territorializar a política de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. A proposta busca garantir a eficácia da Escuta Protegida por meio da integração de serviços, capacitação de profissionais e fortalecimento das habilidades e capacidades individuais e coletivas dos atores envolvidos.

Entre as ações previstas estão a realização de diagnósticos locais, o mapeamento dos fluxos de atendimento, a integração de dados e a formação continuada de profissionais que atuam nas áreas de saúde, educação, assistência social e segurança pública. A iniciativa também prevê o fortalecimento de comitês intersetoriais, promovendo maior articulação entre os diferentes segmentos responsáveis pela garantia de direitos.

Voltado a profissionais da rede de proteção e comunidades atendidas, o projeto busca enfrentar não apenas os casos de violência, mas também as fragilidades estruturais que dificultam sua identificação e acompanhamento. A proposta contribui para evitar a revitimização, ao incentivar práticas mais integradas e humanizadas no atendimento.

Ao reunir diferentes instituições e promover a articulação entre conhecimento técnico, gestão e atuação territorial, a iniciativa amplia a capacidade de resposta do poder público e fortalece a construção de políticas mais eficazes no enfrentamento das violências. Segundo a coordenação, a participação da Finatec é essencial para a viabilidade da iniciativa.

UnB inaugura Laboratório de Inteligência Artificial e marca avanço em ensino e inovação

Na última quarta-feira (26 de março de 2026), a Universidade de Brasília (UnB) inaugurou o Laboratório de Inteligência Artificial (LabIA), em cerimônia realizada no campus Darcy Ribeiro. O evento marcou um novo passo da instituição na consolidação de iniciativas voltadas ao ensino, à pesquisa e à inovação em tecnologias emergentes.

A solenidade reuniu autoridades acadêmicas e representantes de instituições parceiras, entre eles o vice-reitor da UnB, a reitora Rozana Naves, a superintendente da FAP-DF, Renata Vianna, e a diretora de desenvolvimento acadêmico Lúcia Pellanda [incluir instituição].

Durante a cerimônia, os participantes destacaram a relevância da iniciativa e reconheceram o papel das instituições parceiras na implementação do laboratório, ressaltando o caráter colaborativo do projeto.

Também presente como convidado, o diretor-presidente da Finatec, Daniel Rosa, acompanhou a inauguração e destacou a importância da atuação conjunta entre universidade e fundações de apoio para a viabilização de projetos estruturantes. Ao longo do evento, a Fundação foi reconhecida como parceira estratégica no fortalecimento de iniciativas voltadas à pesquisa e à inovação no âmbito da universidade.

O LabIA nasce com o objetivo de apoiar a formação prática dos estudantes, fomentar pesquisas interdisciplinares e aproximar a universidade das demandas da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento de soluções em áreas como saúde, meio ambiente e políticas públicas.

A inauguração também simboliza o fortalecimento do ecossistema de inteligência artificial da UnB, ampliando a capacidade institucional de desenvolver projetos de alto impacto e consolidando a universidade como referência na área.

Registros da cerimônia, incluindo momentos da abertura oficial, presença das autoridades e detalhes do novo espaço, estão disponíveis nas redes sociais da Finatec.

Finatec informa sobre cenário das importações vinculadas à cota do CNPq em 2026

A Finatec informa que, embora a cota de importação do CNPq para 2026 ainda não tenha sido integralmente esgotada, solicitações recentes de licenças de importação têm sido indeferidas pelo Conselho.

De acordo com o próprio CNPq, o volume de demandas neste ano tem se mostrado atípico, com aproximadamente 90% do valor total da cota já comprometido até o momento.

A equipe de Compras Internacionais da Finatec segue atuando junto aos órgãos competentes para viabilizar a liberação das licenças. Nos casos de indeferimento, serão analisadas as incidências tributárias aplicáveis e as coordenações dos projetos serão contatadas para avaliação conjunta dos encaminhamentos possíveis.

Esse cenário pode impactar diretamente a execução de projetos apoiados, em razão da limitação de saldo disponível para atendimento de todas as solicitações.

Diante disso, a Finatec acompanha as articulações conduzidas pelo Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies) junto ao CNPq, em busca de soluções para o tema.

Paralelamente, a Fundação está em diálogo com a Universidade de Brasília (UnB) para avaliar possíveis alternativas que minimizem os impactos sobre as pesquisas apoiadas.

A Finatec reafirma seu compromisso com a transparência e com o apoio à execução dos projetos, mantendo as coordenações informadas sobre qualquer atualização relevante.

Finatec celebra 34 anos com evento institucional em sua sede

Com trajetória marcada pelo apoio à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento  tecnológico, a Finatec celebrou seus 34 anos em um evento reunindo representantes da Universidade de Brasília, gestores, pesquisadores, colaboradores e convidados, incluindo membros fundadores da Fundação.


Durante a cerimônia, foram realizadas homenagens aos professores fundadores, a docentes responsáveis por projetos apoiados e aos funcionários da instituição, em reconhecimento à contribuição de cada um para a consolidação e o crescimento da Finatec ao longo de mais de três décadas.


Durante a abertura, o Professor e Diretor-Presidente da Finatec, Daniel Rosa, afirmou: “A Finatec nasce de uma visão empreendedora de professores da Universidade de Brasília, que perceberam a necessidade de criar uma ponte entre o conhecimento acadêmico e as demandas da sociedade. Em um contexto de grandes desafios econômicos e institucionais, esses fundadores acreditaram em um modelo capaz de viabilizar a pesquisa e impulsionar a inovação”. 

O Professor destaca que: “Somente em 2025, foram mais de 600 projetos gerenciados, com movimentação de aproximadamente 389 milhões de reais, além da implementação de mais de duas mil bolsas e uma carteira ativa superior a 1,3 bilhão de reais. Ao longo de sua história, a Finatec já apoiou milhares de projetos, com impacto direto na sociedade e no desenvolvimento do país”.


Em seguida, Rozana Naves, reitora da Universidade de Brasília, enfatizou a maturidade institucional alcançada ao longo dos anos e a relevância da parceria para o desenvolvimento científico. “Celebrar os 34 anos da Finatec é também reconhecer uma trajetória construída coletivamente, que permitiu à universidade avançar na gestão de projetos, na pesquisa e na inovação. Ao longo do tempo, a instituição soube responder aos desafios, inclusive em momentos críticos, como a pandemia, contribuindo de forma decisiva para as respostas científicas e tecnológicas da universidade”.


A reitora também ressaltou a importância da gestão qualificada e da transparência. “Hoje contamos com instrumentos sólidos de gestão e com capacidade técnica para atuar de forma profissional, garantindo a correta aplicação dos recursos públicos e fortalecendo a confiança da sociedade. Essa articulação entre universidade, financiadores e gestão é fundamental para o avanço da ciência e da inovação”, destacou.

Márcio Muniz, vice-reitor da Universidade de Brasília, também discursou, ressaltando a importância da Finatec para o desenvolvimento da universidade e relembrou o contexto de sua criação. “A Finatec surge em um momento em que a universidade não dispunha de instrumentos adequados para viabilizar seus projetos, ainda no período de redemocratização do país. Começa de forma modesta e rapidamente se expande para atender diferentes áreas do conhecimento. Ao longo desses 34 anos, se consolidou como estrutura essencial para o funcionamento da universidade”, afirmou.

Muniz também destacou o papel estratégico da instituição na captação e execução de projetos. “É impossível imaginar a realização de grandes projetos sem o apoio da Finatec. Ela reúne expertise, estrutura e capacidade de gestão que a universidade não pode abrir mão. Muitos projetos de grande impacto para o país passaram por essa parceria, demonstrando a relevância dessa atuação ao longo do tempo”, completou.

Na sequência, Gustavo Condeixa, Superintendente da Finatec, apresentou os novos editais institucionais que serão lançados em 2026, destacando a estratégia da Fundação em ampliar o apoio à participação de docentes da Universidade de Brasília em eventos científicos e institucionais de relevância. Segundo ele, a iniciativa busca fortalecer a presença da UnB em espaços estratégicos, promovendo conexões, visibilidade e protagonismo acadêmico, com processos simplificados e menor burocracia na prestação de contas.

Condeixa também ressaltou o edital voltado à utilização dos espaços físicos da Finatec, que prevê desde isenções até descontos para realização de eventos alinhados às áreas de ciência, tecnologia e inovação. Ao final de sua fala, os participantes foram convidados a um momento de confraternização, com a entrega de brindes institucionais em celebração aos 34 anos da Fundação, marcando o encerramento da cerimônia. 

Entre memórias, números e reconhecimentos, a celebração evidenciou não apenas a trajetória já construída, mas a capacidade contínua de adaptação e reinvenção diante de novos desafios, mantendo viva a conexão entre conhecimento e transformação social.  

                                                                                                         Finatec, 34 anos.