Projeto da UnB leva educação em saúde menstrual às escolas públicas do DF e combate tabus entre adolescentes

Pro-LEME aposta no letramento em saúde para ampliar a autonomia de meninas e mulheres, enfrentar a desinformação e tornar o ambiente escolar mais acolhedor

Vergonha de pedir um absorvente, medo de manchar a roupa durante a aula, dúvidas sobre o próprio corpo e informações equivocadas sobre a menstruação ainda fazem parte da rotina de muitas meninas nas escolas brasileiras. Embora o tema tenha ganhado mais espaço nos últimos anos, o ciclo menstrual continua cercado por tabus que impactam o bem-estar, a autoestima e até a permanência das estudantes no ambiente escolar.

Para transformar essa realidade, a Universidade de Brasília (UnB) desenvolve o Escola Cidadã: Educação e Promoção de Letramento em Saúde Menstrual de Meninas e Mulheres nas Escolas do Distrito Federal (Pro-LEME). Vinculado ao Laboratório de Educação, Informação e Comunicação em Saúde (LabECoS), o projeto integra o programa de extensão Escola Cidadã e conta com o apoio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). A iniciativa leva educação em saúde para escolas públicas do Distrito Federal, promovendo informação qualificada, diálogo e autonomia para que meninas e mulheres vivenciem a menstruação de forma mais saudável e sem estigmas.

“O Pro-LEME surgiu da escuta e da aproximação com a realidade vivida por meninas e mulheres nas escolas públicas do Distrito Federal. Percebemos que muitas estudantes ainda enfrentam a menstruação com vergonha, medo, desinformação ou constrangimento, além das dificuldades de acesso a condições adequadas de higiene. Entendemos que a saúde menstrual é uma questão de saúde pública, educação, dignidade e direitos humanos”, explica a coordenadora do projeto, professora Ana Valéria Machado Mendonça.

Mais do que informação: autonomia para o cuidado

Diferentemente de iniciativas voltadas exclusivamente ao acesso a produtos de higiene menstrual, o Pro-LEME tem como eixo central o letramento em saúde menstrual — conceito que busca desenvolver nas estudantes a capacidade de compreender o próprio corpo, reconhecer quando um sintoma exige atenção profissional, escolher métodos de manejo menstrual adequados à sua realidade e tomar decisões conscientes sobre sua saúde.

“O letramento em saúde menstrual faz a ponte entre a informação técnica e a vivência cotidiana. Quando a estudante compreende seu ciclo, sabe identificar sinais de alerta e entende onde buscar ajuda, ela ganha autonomia para cuidar da própria saúde e reduz a ansiedade que ainda acompanha a menstruação para muitas meninas”, afirma Ana Valéria.

Além das dúvidas sobre o funcionamento do ciclo menstrual, a equipe identifica que ainda persistem crenças equivocadas sobre o que pode ou não ser feito durante a menstruação, além do receio de vazamentos e do constrangimento em falar sobre o assunto. Para a coordenadora, romper esse silêncio é um passo fundamental para garantir qualidade de vida e igualdade de oportunidades às estudantes.

Construção coletiva dentro das escolas

As atividades do Pro-LEME são desenvolvidas de forma participativa, envolvendo estudantes, professores, gestores e demais integrantes da comunidade escolar. Antes de definir as ações, a equipe promove momentos de escuta para compreender as principais dúvidas e necessidades de cada escola, evitando uma abordagem padronizada.

Entre as estratégias estão rodas de conversa, fóruns, formulários participativos e materiais educativos produzidos especialmente para o público jovem, como um e-book que utiliza personagens lúdicos para combater fake news e facilitar o diálogo sobre saúde menstrual. As atividades são adaptadas à realidade de cada unidade escolar, tornando o processo de aprendizagem mais próximo das vivências das estudantes.

Para fortalecer o trabalho desenvolvido pelas escolas, o projeto também elaborou planos de aula alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), permitindo que o tema seja abordado de forma interdisciplinar ao longo do ano letivo e deixe de aparecer apenas em ações pontuais.

Escola, universidade e comunidade unidas pela saúde

A expectativa da equipe é que o projeto contribua para ampliar a busca por informações confiáveis, fortalecer o autocuidado e naturalizar o debate sobre a menstruação no ambiente escolar, reduzindo estigmas, preconceitos e situações de constrangimento.

Mais do que compartilhar conhecimento, o Pro-LEME reforça a proposta do programa Escola Cidadã de aproximar universidade, escolas e comunidade por meio da construção coletiva do conhecimento e da promoção da saúde.

“O Pro-LEME é um braço importante do Escola Cidadã. Ele integra um conjunto de ações que transforma a escola em um espaço de promoção da saúde e reafirma o papel social da universidade ao devolver à sociedade conhecimentos capazes de transformar, de forma concreta, a realidade das estudantes”, conclui Ana Valéria.

Nova portaria amplia cota de importações destinada à pesquisa científica em 2026

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informou a ampliação da cota global anual destinada às importações de bens e insumos para pesquisa científica e tecnológica no exercício de 2026. A medida foi oficializada pela Portaria MF nº 2.060, de 10 de julho de 2026, publicada pelo Ministério da Fazenda, que elevou em aproximadamente US$ 100 milhões o limite anual das importações beneficiadas com isenção tributária prevista na Lei nº 8.010/1990.

Com a alteração, o limite global anual para 2026 passa a ser superior a US$ 354 milhões, ampliando a disponibilidade de recursos destinados às importações de máquinas, equipamentos, aparelhos, instrumentos, matérias-primas e demais insumos utilizados em atividades de pesquisa científica e tecnológica por pesquisadores, instituições científicas e entidades credenciadas junto ao CNPq.

Segundo o CNPq, a ampliação é resultado de articulações conduzidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo próprio Conselho junto ao Ministério da Fazenda, em resposta ao elevado volume de solicitações registrado ao longo do ano. A medida busca assegurar maior capacidade de atendimento às demandas da comunidade científica e reduzir os impactos provocados pelo rápido comprometimento da cota inicialmente estabelecida para 2026.

O CNPq também informou que as tratativas com a Advocacia-Geral da União (AGU), com apoio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), continuam em andamento para buscar maior segurança jurídica e aperfeiçoar os mecanismos de importação de equipamentos destinados à pesquisa científica.

A Finatec acompanha as atualizações relacionadas à política de importações para pesquisa científica e permanece prestando suporte às coordenações de projetos na condução dos processos de importação sob sua gestão, observando as diretrizes estabelecidas pelos órgãos competentes.

PORTARIA MF Nº 2.060, DE 10 DE JULHO DE 2026

Chamada 02/2026 do Start BSB abre inscrições para ideias inovadoras no Distrito Federal

Estão abertas as inscrições para a Chamada 02/2026 do Programa Start BSB – Eixo I: Ideação e Pré-Incubação, iniciativa vinculada ao Edital FAPDF nº 11/2026. A chamada é destinada à seleção de propostas para ingresso no Cocreation Lab DF, programa de pré-incubação voltado ao desenvolvimento de ideias inovadoras e negócios em estágio inicial.

O Cocreation Lab DF é uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Federal de Brasília (IFB). A iniciativa tem como objetivo transformar ideias em empreendimentos inovadores por meio de uma metodologia estruturada de pré-incubação, com mentorias, assessorias, capacitações e acompanhamento especializado.

Nesta edição, poderão ser selecionados até 50 projetos para ingresso no programa, além da formação de cadastro reserva com até 30 propostas, conforme os critérios estabelecidos na chamada pública. Durante o período de pré-incubação, as equipes terão acesso a espaços colaborativos, oficinas, cursos, palestras e ferramentas para validação e desenvolvimento de seus modelos de negócio.
Cronograma

Cronograma

Inscrições – Etapa 1: 10 de julho a 3 de agosto de 2026

Inscrições – Etapa 2: 4 de agosto a 3 de setembro de 2026

Resultado preliminar: 24 de setembro de 2026

Resultado final: 15 de outubro de 2026

Convocação dos selecionados: 16 a 26 de outubro de 2026

A chamada é destinada a pessoas físicas e startups sediadas no Distrito Federal ou na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) que possuam ideias inovadoras ou negócios em fase inicial de desenvolvimento e desejem transformá-los em empreendimentos sustentáveis.

Por que participar

Programa estruturado de pré-incubação

• Mentorias, assessorias e capacitações especializadas

• Espaços colaborativos para desenvolvimento das propostas

• Conexão com o ecossistema de inovação do Distrito Federal

• Possibilidade de acesso à subvenção econômica prevista no Edital FAPDF nº 11/2026 para as propostas classificadas, conforme os critérios estabelecidos

Estudo da UnB amplia monitoramento do HPV e reforça avanços na prevenção do câncer de colo do útero

Pesquisa já avaliou cerca de 300 mulheres atendidas pelo SUS no Distrito Federal e inicia nova etapa para acompanhar a circulação do vírus após a introdução da vacinação

Um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) está ampliando o monitoramento da circulação do HPV (papilomavírus humano) entre mulheres jovens atendidas pela rede pública de saúde do Distrito Federal. A iniciativa busca identificar quais tipos do vírus ainda circulam na população após a implementação da vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aprimoramento das estratégias de prevenção e rastreamento do câncer de colo do útero.

Intitulado “Testagem para presença de tipos de HPV (Vírus do Papiloma Humano) em mulheres jovens atendidas pela rede pública de saúde do DF”, o estudo teve início há cerca de quatro anos, sob coordenação da professora Fabiana Pirani Carneiro, da Universidade de Brasília. Atualmente, a pesquisa entra em uma nova etapa, coordenada pela professora Andrea Barretto Motoyama, com apoio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), responsável pelo suporte administrativo e financeiro desta fase do projeto.

Realizada ao longo dos últimos quatro anos, a pesquisa já contou com a participação de aproximadamente 300 mulheres. O foco é avaliar a presença de diferentes tipos de HPV em uma geração que cresceu durante a implementação da vacinação contra o vírus no Brasil, permitindo analisar o impacto da imunização na circulação dos genótipos associados ao câncer de colo do útero.

“O projeto tem dois objetivos principais: verificar a presença de HPV em mulheres jovens elegíveis à vacinação pelo SUS e identificar se tipos de alto risco ainda circulam entre mulheres vacinadas, analisando quais são eles”, explica a professora Andrea Barretto Motoyama, coordenadora da atual etapa da pesquisa.

Os resultados preliminares observados até o momento são considerados promissores. Segundo a pesquisadora, o HPV16 — um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de colo do útero em todo o mundo — não foi identificado entre as participantes avaliadas até agora. “Os resultados preliminares são bons e mostram que o HPV16 não foi encontrado na nossa população. Isso indica que estamos no caminho certo para a erradicação do câncer de colo do útero”, afirma.

Nova etapa amplia acompanhamento

Após a conclusão da primeira fase, coordenada pela professora Fabiana Pirani Carneiro e financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o projeto inicia agora uma segunda etapa, sob coordenação da professora Andrea Barretto Motoyama. Esta fase é financiada por meio de emenda parlamentar da senadora Leila Barros e conta com apoio administrativo e financeiro da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec).

Nesta etapa, serão incluídas mais 250 participantes. Desse total, até 120 mulheres que apresentaram alguma alteração nos exames realizados anteriormente serão acompanhadas novamente pelos pesquisadores. Outras 130 participantes serão incorporadas ao estudo, ampliando a base de dados e fortalecendo a análise epidemiológica.

A coleta das amostras ocorre na Unidade Básica de Saúde 1 da Cidade Estrutural e no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), que recebe participantes de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. A expectativa é que os resultados parciais sejam divulgados em publicações científicas nos próximos meses, enquanto a conclusão da pesquisa está prevista para ocorrer entre 18 e 24 meses.

Além da produção de conhecimento científico e da formação de graduandos e pós-graduandos, o estudo também prevê ações educativas voltadas à conscientização da população sobre vacinação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e importância dos exames de rastreamento. “Temos as ferramentas necessárias para erradicar o câncer de colo do útero. A vacinação é segura, protege contra o câncer e, associada ao rastreamento adequado e às práticas sexuais seguras, pode transformar essa realidade. Agora precisamos ampliar o acesso e a adesão a essas estratégias”, conclui Andrea Motoyama.

Encerramento das inscrições – Edital de Fomento Financeiro no 001/2026

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) comunica que as inscrições da chamada
vigente do Edital de Fomento Financeiro no 001/2026 – Apoio à Participação de Docentes da Universidade de
Brasília (UnB) em Eventos Nacionais e Internacionais encontram-se encerradas, em razão do integral
comprometimento dos recursos orçamentários destinados à presente chamada.

O encerramento das inscrições observa as disposições do edital, que estabelecem a concessão dos apoios
condicionada à disponibilidade orçamentária, bem como o encerramento automático da chamada após o
atingimento do limite financeiro previsto.


A significativa adesão da comunidade docente reafirma a importância da iniciativa como instrumento de incentivo à
participação da Universidade de Brasília em eventos científicos de excelência, contribuindo para a difusão do
conhecimento, o fortalecimento da produção científica e a ampliação da inserção nacional e internacional da
pesquisa desenvolvida na Instituição.


A Finatec agradece a confiança depositada pelos docentes participantes e renova seu compromisso com a
promoção de ações de fomento que impulsionem a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento científico, em
consonância com sua missão institucional de apoiar a Universidade de Brasília na geração e disseminação do
conhecimento.

Do planejamento à ação: resumo do mês de Junho de 2026

Publicada em julho de 2026

Confira os principais destaques do mês de junho na Finatec:

Conferência Brasil–México reúne especialistas para debater estratégias de combate à fome e à inflação dos alimentos

A Finatec sediou a Conferência Brasil–México, iniciativa vinculada a projeto desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). O encontro reuniu representantes do Brasil e do México para discutir segurança alimentar, abastecimento, agricultura familiar e cooperação internacional na formulação de políticas públicas de combate à fome.

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MATÉRIA: https://bit.ly/4wnQj0V

PNAUM–CEAF: qualificação e alinhamento marcam treinamento para etapa de campo

A Finatec recebeu o treinamento de campo do projeto PNAUM–CEAF, desenvolvido pela Universidade de Brasília em parceria com o Ministério da Saúde. A atividade reuniu pesquisadores e profissionais para alinhar procedimentos e preparar as equipes responsáveis pela próxima etapa da pesquisa nacional sobre acesso e uso racional de medicamentos no Sistema Único de Saúde.

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/p/DaNWO11loOi/?img_index=1

MATÉRIA: finatec.org.br/noticia/pnaum-ceaf-qualificacao-e-alinhamento-marcam-treinamento-para-etapa-de-campo/

Atividade da Força Nacional do SUS debate soluções tecnológicas para otimização de processos

A Finatec sediou atividades da Força Nacional do SUS voltadas à avaliação e ao aprimoramento de ferramentas de gestão e tecnologias da informação. A iniciativa integra projeto coordenado pela Universidade de Brasília, com gestão administrativa e financeira da Fundação, e busca fortalecer a eficiência dos processos institucionais e a qualidade dos serviços prestados à população.

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/p/DaKxbVTkuwk/

MATÉRIA: https://bit.ly/44GTxRj

Finatec gerencia projeto de cooperação institucional entre a Boeing e a UnB

A parceria entre a Universidade de Brasília e a Boeing Brasil fortalece pesquisas em transporte aéreo inteligente e mobilidade aérea avançada desenvolvidas pelo TransLab. A Finatec realiza a gestão administrativa e financeira das iniciativas, contribuindo para a continuidade de pesquisas estratégicas, formação de estudantes e desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

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MATÉRIA: finatec.org.br/noticia/finatec-gerencia-projeto-de-cooperacao-institucional-entre-a-boeing-e-a-unb/

Finatec recebe Oficina de Monitoramento do Clima – GIZ

A Finatec sediou oficina promovida pela GIZ que reuniu representantes de órgãos públicos, organismos internacionais e especialistas para discutir metodologias e estratégias de monitoramento das mudanças climáticas. A programação fortaleceu o intercâmbio técnico e o desenvolvimento de ferramentas voltadas ao acompanhamento de políticas públicas ambientais.

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MATÉRIA: finatec.org.br/noticia/finatec-recebe-oficina-monitoramento-do-clima-giz/

Finatec participa do SpaceBR Show 2026 e acompanha avanços para o setor aeroespacial brasileiro

A Fundação participou do SpaceBR Show 2026, um dos principais eventos do setor aeroespacial nacional. O encontro reuniu representantes do governo, universidades, empresas e centros de pesquisa para debater inovação, economia espacial e desenvolvimento tecnológico, destacando também o fortalecimento do Hub de Inovação Aeroespacial.

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/p/DZsKgerArDK/
https://www.instagram.com/p/DZ8AurLn-_Y/?img_index=1

MATÉRIA: https://bit.ly/4eFGohj

I Seminário do Observatório da RIDE-DF reúne especialistas para debater integração e desenvolvimento regional

Realizado na Finatec, o seminário promoveu o diálogo entre pesquisadores, gestores públicos e instituições sobre planejamento territorial e desenvolvimento regional. A iniciativa integra o projeto Observatório da RIDE-DF, desenvolvido pela Universidade de Brasília em parceria com a SUDECO e com apoio administrativo e financeiro da Fundação.

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/p/DZubkH9FjE_/?img_index=1

MATÉRIA: https://bit.ly/3SG8oJ9

FCTE/UnB – Gama e Finatec realizam encontro sobre gestão e execução de projetos

A Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia da Universidade de Brasília (FCTE/UnB) recebeu encontro institucional realizado em parceria com a Finatec para compartilhar conhecimentos sobre gestão, execução e acompanhamento de projetos, fortalecendo a integração entre pesquisadores e equipes técnicas da Fundação.

MATÉRIA: finatec.org.br/wp-admin/post.php?post=47509&action=edit

Plastic Reboot Brasil inicia ações para redução da poluição plástica em cidades costeiras

O Plastic Reboot Brasil iniciou sua fase de implementação no país com ações voltadas à economia circular e à redução da poluição plástica em cidades costeiras. A Finatec participa da execução administrativa e operacional da iniciativa em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o WWF.

MATÉRIA: finatec.org.br/wp-admin/post.php?post=47494&action=edit

Finatec gerencia projeto de cooperação institucional entre a Boeing e a UnB

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) é responsável pela gestão administrativa e financeira de iniciativas desenvolvidas no âmbito do TransLab – Laboratório de Modelagem Computacional e Inteligência para Transporte, da Universidade de Brasília (UnB), voltadas à pesquisa em transporte aéreo e mobilidade aérea avançada.

Recentemente, o laboratório passou a contar com apoio da Boeing Brasil, por meio do programa Boeing Global Engagement (BGE), para o desenvolvimento de atividades de Iniciação Científica e projetos acadêmicos relacionados à área de Transporte Aéreo, com foco em Mobilidade Aérea Urbana (UAM), Gerenciamento de Tráfego Aéreo (ATM) e Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs). O apoio reconhece a trajetória de pesquisas desenvolvidas pelo grupo ao longo dos últimos anos e contribui para a continuidade das atividades acadêmicas e científicas conduzidas pelo laboratório.

O TransLab é registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq desde 2008 e está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Transportes (PPGT) e ao Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) da UnB, atuando de forma interdisciplinar na pesquisa em sistemas de transporte aéreo inteligentes.

Entre 2015 e 2018, a Boeing apoiou o desenvolvimento do projeto “4D Modeling for Efficient Flight Path with Collaborative Trajectory Option Program for Brazilian Scenarios (4D EFP BR)”, gerenciado pela Finatec. A iniciativa contribuiu para a capacitação de docentes e estudantes da UnB em pesquisas avançadas em gerenciamento de tráfego aéreo e resultou no depósito de uma patente concedida nos Estados Unidos.

Em reconhecimento à relevância do laboratório, a revista IEEE Intelligent Transportation Systems Magazine publicou, em 2022, a reportagem institucional “TransLab: Transportation Intelligent Computing Laboratory at the University of Brasília, Brazil”, destacando as pesquisas desenvolvidas pelo grupo.

Mais recentemente, o laboratório lançou uma nova linha de pesquisa dedicada ao projeto Eixão–UAM, que propõe um framework integrado para o projeto, simulação e otimização iterativa de um corredor estruturado de Mobilidade Aérea Urbana sobre o eixo rodoviário central de Brasília (Eixão), alinhado ao ecossistema brasileiro de gerenciamento de tráfego de aeronaves não tripuladas (BR-UTM).

Ao longo da trajetória dos projetos desenvolvidos pelo TransLab, a Finatec tem atuado no suporte administrativo e financeiro das iniciativas, contribuindo para a execução das atividades e para o fortalecimento das ações de pesquisa e inovação conduzidas pela Universidade de Brasília.

Universidade de Brasília articula saúde e educação em Ceilândia com projeto “Tecendo o Amanhã”

Ação une educação e saúde com espaços de escuta, acolhimento psicológico e mais de 1,1 mil atendimentos voltados a estudantes, professores e crianças neurodivergentes no Sol Nascente

Ansiedade, automutilação, exaustão emocional e dificuldades de aprendizagem passaram a fazer parte da rotina de muitas escolas públicas de Ceilândia no pós-pandemia. Em resposta a esse cenário, um projeto da Universidade de Brasília (UnB) vem transformando escolas e unidades de saúde da região em espaços de escuta, acolhimento e cuidado em saúde mental.

Intitulada “Tecendo o Amanhã”, a iniciativa é desenvolvida no campus Ceilândia da UnB e atua de forma integrada entre educação, saúde pública e comunidade. O projeto é coordenado pelas professoras Josenaide Engracia dos Santos, Daniela da Silva Rodrigues, Flávia Mazitelli e Sarah Raquel Almeida Lins, com financiamento da Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio de emenda parlamentar. A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) apoia a execução administrativa e financeira das ações. 

O projeto nasceu a partir da experiência acumulada em ações de extensão realizadas desde 2014 no Sol Nascente. Segundo a coordenadora Josenaide Engracia, a convivência com famílias, escolas e equipes de saúde revelou o agravamento de casos de ansiedade, depressão, comportamento suicida e transtornos do neurodesenvolvimento entre crianças e adolescentes.

“Observamos um aumento significativo da demanda em saúde mental e um tempo de espera de até quatro anos para atendimentos especializados de crianças neurodivergentes. Isso nos inquietou profundamente e motivou a criação do projeto”, afirma a professora.

Atendimento multiprofissional e apoio às famílias

O “Tecendo o Amanhã” atua em três frentes principais. A primeira é voltada ao atendimento de crianças e adolescentes neurodivergentes, especialmente casos de transtorno do espectro autista (TEA), TDAH e transtornos de aprendizagem. Os atendimentos acontecem na UBS 01 de Ceilândia, no Sol Nascente, com apoio de uma equipe multiprofissional e estudantes extensionistas da UnB.

O trabalho inclui diagnóstico precoce, acompanhamento terapêutico e orientação às famílias e escolas. Até a primeira quinzena de maio de 2026 já foram realizados mais de 1500 atendimentos nesse eixo.

“O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de aprendizagem, autonomia e inclusão social dessas crianças”, destaca Josenaide.

Outra frente do projeto atua diretamente com professores da rede pública de ensino. As ações incluem rodas de conversa, espaços de acolhimento e práticas integrativas voltadas à redução do estresse e ao fortalecimento da saúde emocional dos docentes.

Ao longo de 2025, cerca de 103 professores participaram das atividades e relataram melhora no bem-estar, fortalecimento dos vínculos no ambiente escolar e maior sensação de acolhimento.

Rodas de conversa fortalecem vínculo entre estudantes e escola

Com os estudantes do ensino médio, as ações acontecem principalmente no Centro de Ensino Médio 12 de Ceilândia (CEM 12). O projeto promove rodas de conversa, oficinas e pontos permanentes de escuta sobre autoestima, bullying, ansiedade, redes sociais, relações familiares e projetos de vida.

Os alunos também participam de atividades culturais e de autocuidado nos intervalos escolares, com música, dança, jogos e arte coletiva. As ações têm fortalecido o protagonismo juvenil e transformado o ambiente escolar em um espaço mais acolhedor.

Cerca de 150 estudantes participaram das atividades em 2025. Alguns deles ingressaram na própria Universidade de Brasília e hoje retornam ao projeto como extensionistas.

“A escola precisa ser também um espaço de cuidado, e não apenas de desempenho e cobrança”, afirma a coordenadora.

Saúde mental e desigualdade social

Para os organizadores, discutir saúde mental em Ceilândia também significa enfrentar os impactos da desigualdade social, da violência e da insegurança alimentar sobre crianças, adolescentes e professores.

“Nós queremos contribuir para um futuro em que jovens, famílias e profissionais da educação tenham mais condições de sonhar, permanecer na escola e cuidar da saúde mental”, conclui Josenaide.

Iniciativa da UnB leva educação em saúde para dentro das comunidades e fortalece prevenção no DF

Projeto Escola Cidadã aproxima população das UBSs, enfrenta  a desinformação e amplia o acesso a informações confiáveis sobre saúde no Distrito Federal

Criado em meio ao cenário de incertezas e excesso de informações durante a pandemia de Covid-19, o programa de extensão Escola Cidadã vem se consolidando como uma importante estratégia de educação e comunicação em saúde no Distrito Federal. Desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB), por meio do Laboratório de Educação, Informação e Comunicação em Saúde (LabECoS), a iniciativa atua diretamente junto às comunidades para ampliar o acesso à informação confiável, incentivar a prevenção e aproximar a população dos serviços públicos de saúde. As ações do projeto contam com o apoio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), no âmbito de sua atuação de apoio a iniciativas de ensino, pesquisa, extensão e inovação.

O projeto surgiu em 2020 com ações digitais voltadas à tradução do conhecimento científico para uma linguagem mais acessível. Entre as iniciativas desenvolvidas estavam materiais educativos, cards para WhatsApp, aulas públicas e lives com orientações sobre saúde em um momento marcado pela circulação intensa de desinformação.

Com a ampliação das atividades, o Escola Cidadã passou a promover também ações presenciais nas comunidades, fortalecendo o diálogo entre universidade, população e equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A proposta é contribuir para que as pessoas tenham mais autonomia no cuidado com a própria saúde e se aproximem dos serviços oferecidos pelo SUS.

“O Escola Cidadã nasce da inquietação diante de dois desafios muito presentes nos territórios: a distância entre universidade e comunidade e o avanço da desinformação em saúde. Percebemos que não bastava produzir conhecimento científico; era fundamental traduzi-lo, compartilhá-lo e construí-lo junto com a população”, explica a coordenadora do programa, Ana Valéria Machado Mendonça.

Ações nas comunidades fortalecem autonomia da população

As atividades do programa de extensão Escola Cidadã utilizam metodologias participativas e estratégias de educação e comunicação em saúde que estimulam o protagonismo da população e a construção coletiva do conhecimento. Além da comunidade, profissionais da saúde e estudantes universitários também são beneficiados pela iniciativa de 12 subprojetos vinculados. Para os profissionais das UBSs, os projetos temáticos ampliam as possibilidades de comunicação e promoção da saúde. Já para os estudantes da universidade, a experiência permite integrar ensino, pesquisa e extensão em contato direto com a realidade social das comunidades.

Outro diferencial do Escola Cidadã é o desenvolvimento de tecnologias educativas inovadoras. Entre elas estão jogos produzidos por estudantes da Faculdade de Ceilândia da UnB, utilizados nas ações com a população para abordar temas como vacinação, dengue, saúde menstrual, hanseníase, cigarro eletrônico e desinformação em saúde, orientados pela professora Natália Fernandes de Andrade, coordenadora de territórios do Escola Cidadã.

Segundo Natália, os efeitos sociais da iniciativa estão diretamente ligados ao fortalecimento da autonomia da população e ao incentivo ao pensamento crítico em relação às informações consumidas no dia a dia.

“Acreditamos que o principal resultado social do Escola Cidadã está no fortalecimento do protagonismo e da autonomia da comunidade no processo de cuidado com a saúde. O projeto contribui para que as pessoas se tornem mais críticas em relação às informações que recebem e mais conscientes sobre suas escolhas em saúde”, destaca.

A expectativa da equipe é ampliar as ações junto às comunidades e fortalecer parcerias com escolas, unidades de saúde, organizações comunitárias e instituições públicas, consolidando o Escola Cidadã como referência em educação e comunicação em saúde no Distrito Federal.

“A longo prazo, queremos que o Escola Cidadã se consolide como um modelo de educação e comunicação em saúde capaz de inspirar diferentes territórios, contribuindo para o fortalecimento do SUS e para a formação de profissionais mais sensíveis às necessidades sociais”, finaliza Ana Valéria.

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