Auditório da Finatec passa por obras de modernização e ampliação

Quem circula pela Finatec nos próximos meses vai perceber algumas mudanças por aqui. O Auditório da Fundação está passando por um projeto de requalificação, modernização e ampliação, que vai transformar não apenas a estrutura do espaço, mas também as possibilidades de uso para eventos, encontros e atividades realizadas na Fundação.

A proposta é tornar o ambiente mais amplo, confortável, acessível e preparado para receber diferentes públicos. Entre as principais mudanças está a ampliação da sala principal, que passará de 236 para 353 lugares, um aumento de mais de 50% na capacidade. Com isso, o espaço poderá receber conferências de maior porte, simpósios, congressos acadêmicos e eventos corporativos.

Outra novidade estará logo na chegada. A nova fachada terá estrutura de vidro e brises metálicos, com maior aproveitamento da iluminação natural e integração do foyer aos jardins. O espaço será pensado para receber o público, realizar credenciamentos e proporcionar momentos de interação e networking antes e depois dos eventos.

Um espaço mais acessível

A acessibilidade também está entre as prioridades do projeto. As rotas de circulação serão adequadas com rampa coberta e plataforma elevatória, conectando o foyer, o palco e o pavimento térreo. O auditório também contará com assentos destinados a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

O projeto prevê ainda um novo camarim, climatizado e reservado para a preparação e acolhimento de palestrantes, conferencistas e autoridades que participarem dos eventos.

Imagens geradas por inteligência artificial.

E como ficam as atividades da Finatec durante as obras

Para que tudo avance com segurança e cause o menor impacto possível na rotina da Fundação, a execução foi organizada em duas etapas. As intervenções externas, que incluem a nova fachada, a rampa panorâmica e os acessos, começam em 13 de outubro. Já as obras internas na sala do auditório têm início previsto para 16 de dezembro.

Durante esse período, alguns cuidados serão necessários. Os serviços que produzirem mais ruído serão programados, sempre que possível, fora do horário de expediente e aos finais de semana. Além disso, o estacionamento P5 e o acesso ao Redário ficarão temporariamente isolados durante as intervenções externas, por questões de segurança.

Fora essas áreas, o funcionamento e o atendimento das demais dependências da Finatec seguem normalmente.

Fundações de apoio celebram conquista histórica para as importações destinadas à pesquisa científica

Resultado de mobilização coletiva, entendimento preserva a imunidade tributária das instituições públicas nas operações realizadas por intermédio de suas fundações de apoio


As fundações de apoio celebraram, nesta quarta-feira (21), em Brasília, uma conquista histórica para a ciência brasileira: o reconhecimento da preservação da imunidade tributária nas importações por conta e ordem de instituições públicas, realizadas com o apoio operacional das fundações. O avanço foi apresentado em solenidade no Ministério da Fazenda e atende a uma demanda da comunidade científica para superar entraves à aquisição de equipamentos, insumos e reagentes essenciais à pesquisa.

A conquista reúne a mobilização do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), das instituições apoiadas e de entidades representativas da educação e da ciência, em diálogo com órgãos do governo federal. Para as fundações de apoio, o resultado fortalece sua atuação na execução dos projetos e amplia a segurança jurídica das operações de importação.

Participaram da solenidade o ministro da Fazenda, Dario Durigan; a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; o advogado-geral da União, Jorge Messias; a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi; a presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitora da Universidade Federal de São Carlos, Ana Beatriz de Oliveira; e o presidente do Confies, professor Antonio Fernando Queiroz.

Também esteve presente o professor Fernando Peregrino, presidente de honra do Confies e um dos precursores da mobilização pelo reconhecimento da imunidade tributária nessas operações.

A Universidade de Brasília (UnB) esteve representada por Pedro Henrique Rocha Lopes, decano substituto de Pesquisa e Inovação; Sintia Pinheiro Gomes Tavares, assessora de Projetos Institucionais do Decanato de Pesquisa e Inovação; e Vitor Malheiros Guimarães Cotia, diretor de Importação e Exportação do Decanato de Administração.

(Sintia Pinheiro Gomes Tavares, Daniel Rosa, Pedro Henrique Rocha Lopes, Vitor Malheiros e Carolina Miranda / foto: Juliana Vilela)

Pela Finatec, acompanharam a solenidade o diretor-presidente, professor Daniel Rosa; a assessora de Comunicação, Juliana Oliveira; e a analista de Compras, Carolina Miranda.

Também acompanharam a solenidade representantes das fundações de apoio Fadex, Coppetec, FUJB, Funape, FDMS, Fapex e Fundep.

Mobilização das instituições e construção coletiva

O processo teve início com a atuação do professor Fernando Peregrino, a partir da experiência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em articulação com suas fundações de apoio, FUJB e Coppetec. A iniciativa da UFRJ com a Coppetec, que formalizou consulta sobre a aplicação da imunidade tributária nessas operações, também está registrada nos documentos iniciais.

Em continuidade ao processo ocorreu uma manifestação conjunta do Confies, da Andifes, do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e de unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa solicitou apoio ao aperfeiçoamento do ambiente jurídico e operacional das importações destinadas à pesquisa.

Sob a presidência do professor Antonio Fernando Queiroz, o Confies deu continuidade à representação dessa demanda coletiva e ao diálogo institucional para transformar uma dificuldade recorrente das fundações e das instituições apoiadas em uma solução de alcance nacional.

O Conselho reconhece o acolhimento da pauta pelo ministro Dario Durigan e a contribuição da procuradora-geral Anelize Lenzi. Sua participação no 9º Congresso Nacional do Confies, realizado em setembro, em Brasília, permitiu aprofundar o debate sobre os fundamentos jurídicos da medida junto às fundações de apoio.

A construção das iniciativas envolveu a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Procuradoria-Geral Federal, vinculada à Advocacia-Geral da União, a Receita Federal e a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda.

Segurança jurídica para apoiar a pesquisa

O entendimento reconhece que a execução operacional e financeira da importação pela fundação de apoio preserva a imunidade da instituição pública quando atendidos os requisitos legais. A instituição apoiada permanece como adquirente e destinatária dos bens, que se vinculam aos seus projetos e patrimônio.

O parecer abrange instituições de ensino e pesquisa constituídas como autarquias ou fundações instituídas e mantidas pelo poder público, desde que preenchidos os requisitos da imunidade tributária recíproca. Também esclarece que a origem dos recursos, inclusive quando provenientes de fontes privadas, não afasta, por si só, a imunidade, desde que estejam juridicamente vinculados aos projetos institucionais e sejam observadas as condições aplicáveis.

Esse reconhecimento, somado à Solução de Consulta nº 200, de 16 de outubro de 2026, contribui para enfrentar a insegurança jurídica e as limitações operacionais que comprometem o planejamento e a continuidade das pesquisas. A sistemática mantém as exigências de controle, transparência e prestação de contas.

Reconhecimento ao compromisso com a ciência

Durante a solenidade, o Confies entregou ao ministro Dario Durigan uma Moção de Congratulação e Reconhecimento, subscrita por Antonio Fernando Queiroz e Fernando Peregrino. O documento agradece o acolhimento da demanda e destaca sua importância para a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

Para o Confies, a conquista demonstra a força da atuação conjunta das fundações de apoio, das instituições científicas e do poder público. Ao ampliar as condições para equipar laboratórios e executar projetos, o avanço fortalece a ciência brasileira e sua contribuição para a soberania nacional e o desenvolvimento do país.

Do planejamento à ação: resumo do mês de Setembro de 2026

Confira os principais destaques do mês de setembro na Finatec:

Edital abre seleção para Programa de Residência Tecnológica em Saúde Digital da Ocean UnB

A Finatec divulgou a abertura das inscrições para o Programa de Residência Tecnológica em Saúde Digital da Ocean UnB. A iniciativa oferece 30 vagas para estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de tecnologia, saúde e áreas relacionadas, com foco no desenvolvimento de soluções para desafios da saúde digital. O programa é realizado em parceria com o HUB-UnB/HU Brasil e oferece bolsa-auxílio de R$ 1 mil aos participantes convocados para a segunda etapa.

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Finatec realiza Road Show no Instituto de Biologia da UnB e reforça parceria com pesquisadores

O Instituto de Ciências Biológicas da UnB recebeu uma edição do Road Show Institucional da Finatec. O encontro reuniu professores, técnicos e estudantes para apresentar as possibilidades de atuação da Fundação no apoio a projetos de pesquisa, inovação, extensão e outras iniciativas acadêmicas. Com a atividade, a Finatec chegou à sexta apresentação institucional realizada junto a unidades da Universidade em 2026.

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Finatec sedia 10º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica

A Finatec sediou o 10º SNCTAF, realizado pelo Projeto Integra, que reuniu representantes de diferentes setores para discutir ciência, tecnologia e Assistência Farmacêutica no fortalecimento do SUS. A programação abordou temas como inovação em saúde, acesso a tecnologias e medicamentos, financiamento, soberania sanitária, participação social e impactos das emergências climáticas.

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Finatec e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional alinham execução do Projeto EUROCLIMA

A Finatec se reuniu com representantes do MIDR e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil para alinhar o início do projeto voltado à resiliência e adaptação climática e à redução de riscos de desastres no Rio Grande do Sul. A Fundação será responsável pela execução e gestão técnica, administrativa e financeira da iniciativa, que prevê estudos, diagnósticos e propostas de intervenção em Estrela e na Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas.

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Finatec recebe nova sede da Anprotec e fortalece conexões com a inovação

A Finatec passou a sediar a nova sede da Anprotec, instalada no Edifício Finatec. A presença da associação aproxima ainda mais a entidade do ambiente universitário e das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação realizadas na UnB, ampliando também as possibilidades de conexão entre instituições e diferentes atores do ecossistema de inovação.

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Finatec e HUB/UnB fortalecem parceria institucional

Representantes da Finatec e da nova gestão do Hospital Universitário de Brasília se reuniram para discutir novas possibilidades de atuação conjunta. Entre os assuntos tratados estiveram o apoio a iniciativas de pesquisa clínica, o desenvolvimento de novos projetos e diferentes modelos de parceria envolvendo a UnB, o HUB e outras instituições.

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Finatec marca presença na Feira de Oportunidades da UnB

A Finatec participou da segunda edição da Feira de Oportunidades da UnB, realizada no ICC Sul, integrando a Praça dos Estágios. Durante o evento, estudantes puderam conhecer melhor a atuação da Fundação e tirar dúvidas sobre oportunidades de estágio. A edição reuniu 15 estandes e tendas, além de atividades culturais, esportivas e profissionais.

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Finatec abre processo para eleição de novos membros do Conselho Superior

A Fundação abriu inscrições para a eleição de novos membros do Conselho Superior. As vagas terão mandato de 26 de novembro de 2026 a 26 de novembro de 2028 e são destinadas a personalidades dos meios científico, tecnológico e empresarial interessadas em contribuir com as atividades e finalidades institucionais da Finatec.

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Finatec recebe o XXI Encontro de Pesquisa em Ensino de Física

A Finatec recebeu o XXI Encontro de Pesquisa em Ensino de Física, realizado entre 31 de agosto e 4 de setembro. O evento reuniu pesquisadores, professores e estudantes em uma programação com minicursos, mesas, conferências, apresentações de trabalhos e painéis. Os debates passaram por temas como ensino e aprendizagem em Física, formação docente, avaliação, currículos, políticas educacionais, inclusão, diversidade e tecnologias da informação e comunicação.

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Finatec recebe oficina de integração PISAC & Barbacena

A Finatec recebeu uma oficina de integração entre as equipes do PISAC e do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, Campus Barbacena. A atividade integra um projeto de levantamento e pesquisa HBIM do prédio histórico da instituição e teve como foco a integração das equipes, o alinhamento das informações e a discussão dos próximos passos da pesquisa.

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Finatec abre processo para eleição de novos membros do Conselho Superior

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) está com inscrições abertas para a eleição de novos membros do seu Conselho Superior, órgão máximo de deliberação da instituição.

O processo tem como objetivo preencher vagas com mandato previsto para o período de 26 de novembro de 2026 a 26 de novembro de 2028. Podem participar personalidades dos meios científico, tecnológico e empresarial que tenham interesse em contribuir com as atividades e finalidades institucionais da Fundação.

O Conselho Superior é responsável por deliberar sobre temas estratégicos relacionados à atuação da Finatec e desempenha papel fundamental no acompanhamento e direcionamento das ações da instituição.

Os interessados deverão apresentar manifestação de interesse e a documentação exigida dentro do prazo estabelecido no edital.

Confira abaixo o edital completo, com informações sobre requisitos, documentação necessária, cronograma e demais orientações para participação no processo de eleição.


Qualificação profissional ajuda a transformar a realidade de 500 jovens em cinco regiões mais vulneráveis do DF

Projeto executado pelo IFB, com financiamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública e gestão administrativa e financeira da Finatec, oferece formação gratuita e bolsa permanência para ampliar oportunidades para a juventude

Para 500 adolescentes e jovens que vivem em regiões de maior vulnerabilidade social do Distrito Federal, participar de um curso profissionalizante pode representar muito mais do que conquistar um certificado. Em muitos casos, significa ter condições de permanecer estudando, buscar o primeiro emprego e enxergar novas perspectivas para o futuro. Criado no início de 2024, o Pronasci Juventude alia qualificação profissional, formação cidadã e apoio financeiro para reduzir barreiras enfrentadas por jovens em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa é executada pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) a partir de um Termo de Execução Descentralizada (TED), com financiamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad). A Finatec é responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos do projeto.

As ações estão concentradas em cinco regiões administrativas — Sol Nascente, Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia e Estrutural —, com atendimento a 100 jovens em cada território. Segundo o professor Rômulo Nobre, coordenador da iniciativa, a escolha considera os índices de vulnerabilidade social dessas localidades. Em Sobradinho e Sol Nascente, a presença do projeto também contribui para aproximar o IFB das comunidades onde há campi previstos em lei, mas ainda não implantados.

A seleção dos participantes é feita por meio de entrevistas e da aplicação de um questionário que permite identificar o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). Jovens entre 15 e 21 anos podem participar, com prioridade para aqueles que apresentam maior grau de vulnerabilidade.

“Temos jovens com dificuldades de subsistência, que não têm alimentação em casa e dependem do projeto para ter uma refeição, além daqueles que já precisam trabalhar mesmo com pouca idade. Por isso, buscamos atender prioritariamente quem apresenta maior vulnerabilidade”, explica Rômulo Nobre.

Formação vai além da sala de aula

Além da qualificação profissional, o projeto trabalha aspectos pessoais, sociais e cidadãos. Os participantes têm contato com temas relacionados às profissões, preparação para o mercado de trabalho, elaboração de currículo, políticas públicas e planejamento do futuro.

Uma das ferramentas utilizadas é o chamado mapa de vida, que estimula os jovens a refletirem sobre sua trajetória, seus objetivos e os caminhos necessários para alcançá-los. Atividades culturais também fazem parte da formação. Entre elas estão oficinas de batalha de rimas, que utilizam a expressão artística como ponto de partida para discussões sobre identidade, território e realidade social.

“Esses jovens passam a olhar para a própria formação, planejar um futuro e perceber as possibilidades que têm para alcançar seus sonhos. Ao mesmo tempo, fortalecemos a interação social e a visão crítica sobre o que é uma política pública e sobre a realidade do território em que estão inseridos”, afirma o professor.

Segundo Rômulo, a proposta é fazer com que essa formação também ajude os participantes a compreender os riscos presentes em regiões marcadas por vulnerabilidade e violência e a construir outras possibilidades de trajetória. Em alguns casos, os jovens passam inclusive a assumir um papel positivo entre os próprios colegas e na comunidade.

“Eles acabam se tornando, em alguns casos, lideranças positivas dentro da região onde vivem. O projeto busca fazer com que enxerguem a realidade em que estão inseridos e tenham condições de atuar para não se tornarem vítimas dela”, acrescenta.

Bolsa permanência ajuda a reduzir barreiras

O apoio financeiro é outro componente importante para garantir a participação. Os estudantes recebem bolsa permanência de R$500 mensais, que contribui para enfrentar dificuldades econômicas que poderiam impedir a continuidade da formação.

“O projeto acaba sendo viável porque tem uma bolsa, um recurso financeiro pago aos estudantes. Dessa forma, conseguimos combater parte das dificuldades financeiras que eles enfrentam e contribuir para a permanência deles”, explica Rômulo.

Embora esta seja a primeira edição e ainda não existam turmas formadas, o coordenador destaca a adesão dos participantes e a frequência registrada ao longo das atividades. A expectativa é que o apoio oferecido durante a formação contribua para que os jovens concluam os cursos e tenham condições de buscar novas oportunidades.

Qualificação conectada à realidade de cada território

Os cursos oferecidos também levam em consideração os interesses dos próprios participantes e as possibilidades de inserção profissional nas regiões onde vivem. As opções de formação são apresentadas aos jovens, que participam da escolha das áreas em que desejam se qualificar.

“A qualificação profissional busca preparar esses jovens para as necessidades do mundo do trabalho na região onde vivem. Muitas das formações são debatidas com eles mesmos. Apresentamos as possibilidades e eles escolhem em qual querem atuar, considerando esse contexto”, explica.

O objetivo é que, ao final da formação, os participantes tenham melhores condições de ingressar no mercado de trabalho e conquistar independência financeira. Ao mesmo tempo, o projeto busca utilizar educação e qualificação como instrumentos para reduzir a exposição dos jovens à criminalidade e às drogas.

“O projeto tem esse duplo foco: o social e o da qualificação profissional. Ele oferece uma base para que, ao final, esses jovens tenham capacidade de inserção no mundo do trabalho e, ao mesmo tempo, novas possibilidades que os afastem do envolvimento com o crime e com as drogas”, afirma.

Educação como caminho para novas oportunidades

O contato com a educação profissional também pode abrir caminho para que os participantes retomem ou ampliem sua trajetória educacional. Segundo Rômulo Nobre, alguns jovens chegam ao projeto afastados do ambiente escolar e passam a conhecer, por meio das atividades, outras possibilidades de formação pública.

Cursos de curta duração podem funcionar como primeiro contato com a educação profissional e despertar o interesse pela continuidade dos estudos em cursos técnicos, superiores ou na Educação de Jovens e Adultos integrada à formação profissional, como o Proeja.

Ao comentar o potencial dessas políticas públicas, Rômulo também destaca, de forma mais ampla, a contribuição de instituições federais de ensino, como IFB e UnB, na promoção da inclusão social e na aproximação dos jovens com a educação formal. A participação específica de cada instituição, segundo ele, ocorre dentro das diferentes iniciativas e programas desenvolvidos no território.

“Quando falamos da junção de programas federais com instituições como o IFB e a UnB, estamos falando de inclusão social nessas comunidades e da potência que a formação profissional tem para mudar realidades. Muitos começam com um curso de 200 ou 400 horas e, a partir dali, passam a enxergar outras possibilidades na educação profissional”, afirma.

Para o professor, o impacto esperado vai além da conquista de uma vaga de emprego. A formação profissional associada à dimensão social pode contribuir para que jovens retomem os estudos, ampliem sua autonomia e construam novas perspectivas.

“Muitos deles já estão fora do ambiente escolar e, por meio desses programas, acabam aderindo novamente e voltando para a educação formal. A formação desperta esse interesse pela educação e abre possibilidades para que consigam se qualificar para o mercado profissional e mudar suas trajetórias”, conclui.

Do planejamento à ação: resumo do mês de Agosto de 2026

Confira os principais destaques do mês de agosto na Finatec:

Finatec é habilitada para integrar Banco de Organizações da Sociedade Civil do ICMBio

A Finatec foi habilitada para integrar o Banco de Organizações da Sociedade Civil do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme resultado do Edital de Credenciamento nº 001/2025/ICMBio. A habilitação amplia as possibilidades de atuação da Fundação junto ao Instituto, permitindo sua participação em futuras parcerias celebradas por esse instrumento, conforme a demanda e a compatibilidade técnica de cada iniciativa.

MATÉRIA: Finatec é habilitada para integrar Banco de Organizações da Sociedade Civil do ICMBio

Finatec recebe representantes da Conab para troca de experiências sobre atuação de fundações de apoio

A Finatec recebeu representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para uma reunião voltada ao compartilhamento de experiências sobre a atuação das fundações de apoio e às possibilidades de cooperação em projetos de ciência, tecnologia e inovação. O encontro também abordou a experiência da Finatec na gestão de projetos e o novo reconhecimento da Conab como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).

MATÉRIA: Finatec recebe representantes da Conab

Finatec promove encontro com colaboradores sobre nova previdência complementar

A Finatec reuniu seus colaboradores para apresentar o Valor Empresarial, novo benefício de previdência complementar oferecido pela Fundação em parceria com o SEBRAE PREV. O encontro contou com a participação da diretoria e da equipe do instituto, que esclareceram dúvidas sobre contribuições, contrapartida da Fundação, rentabilidade, tributação, beneficiários e processo de adesão. A iniciativa também abriu espaço para que os colaboradores conhecessem melhor o funcionamento do plano e pudessem iniciar a adesão.

MATÉRIA: Café com o Diretor: informações sobre a nova previdência complementar

Finatec atualiza Estatuto e reforça atuação em ciência, tecnologia e inovação

A Finatec passou a contar com uma nova versão de seu Estatuto Social. A atualização moderniza a estrutura normativa da Fundação, fortalece mecanismos de governança e amplia e detalha suas possibilidades de atuação em áreas como ciência, tecnologia, inovação, ensino, pesquisa e extensão. O novo documento também incorpora diretrizes relacionadas à integridade, transparência, compliance, gestão de riscos, proteção de dados, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

MATÉRIA: Finatec atualiza seu Estatuto

Aula Magna do Pronasci Juventude Brasília marca início das atividades voltadas a 500 jovens

O projeto Pronasci Juventude Brasília, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com o Instituto Federal de Brasília (IFB), promove inclusão social e prevenção à violência para 500 jovens em situação de vulnerabilidade. A Finatec atua como fundação de apoio do IFB, contribuindo para a gestão administrativa, financeira e operacional do projeto. A iniciativa prevê a ampliação das atividades ao longo dos próximos meses, fortalecendo ações de inclusão, cidadania e prevenção à violência.

MATÉRIA: Aula Magna – Pronasci Juventude Brasília

58º Congresso Brasileiro de Olericultura reúne especialistas na Finatec

A Finatec sediou o 58º Congresso Brasileiro de Olericultura (CBO), realizado entre os dias 21 e 24 de julho. Organizado pela Associação Brasileira de Horticultura, com participação da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB na organização científica e acadêmica, o evento reuniu pesquisadores, docentes, extensionistas, agricultores, estudantes e representantes do setor produtivo. A programação discutiu ciência, tecnologia e inovação na olericultura, com destaque para os desafios da agricultura familiar diante das mudanças climáticas.

MATÉRIA: 58º Congresso Brasileiro de Olericultura (CBO) reúne especialistas na Finatec

Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora amplia perspectivas para a saúde pública do DF

A Universidade de Brasília desenvolveu o projeto do Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora para atender uma demanda estratégica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Selecionada pela FAPDF por meio do Programa Desafio DF, a iniciativa reúne tecnologias como exoesqueletos inteligentes, neuropróteses, inteligência artificial e realidade virtual para desenvolver e validar soluções voltadas à reabilitação de pacientes com AVC e lesão medular e ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade na rede pública.

MATÉRIA: DF cria centro para desenvolver tecnologias que podem revolucionar a reabilitação de pacientes com AVC e lesão medular

Finatec recebe representantes da Conab para troca de experiências sobre atuação de fundações de apoio

Compartilhar experiências e fortalecer o diálogo entre instituições foi o objetivo da reunião realizada nesta semana entre a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O encontro abordou o modelo de atuação das fundações de apoio e as possibilidades de cooperação em projetos de ciência, tecnologia e inovação.

Representando a Conab, participaram Bianca Queiroz, gerente de Planejamento de Projetos de Inovação e Desenvolvimento (Gepid), e Jorge Streit, analista administrativo. Pela Finatec, estiveram presentes o superintendente, Gustavo Condeixa, e a gerente de Relacionamento e Negócios, Suellen Santos.

Com 34 anos de atuação, a Finatec apresentou sua trajetória e a experiência acumulada na gestão administrativa e financeira de projetos de pesquisa, desenvolvimento, inovação, ensino e extensão desenvolvidos por instituições públicas. Também foram compartilhadas boas práticas relacionadas à governança, aos instrumentos de parceria e aos processos que dão suporte à execução dessas iniciativas.

A visita acontece em um momento importante para a Conab, que passou a ser reconhecida como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), conforme previsto na Lei nº 10.973/2004. Esse reconhecimento amplia as possibilidades de desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em parceria com fundações de apoio.

Ao longo da reunião, os participantes discutiram oportunidades de cooperação institucional e trocaram experiências sobre a estruturação, a gestão e o acompanhamento de projetos voltados ao fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no setor público.

DF cria centro para desenvolver tecnologias que podem revolucionar a reabilitação de pacientes com AVC e lesão medular

Projeto selecionado pela FAPDF para atender demanda da Secretaria de Saúde do DF integra exoesqueletos inteligentes, neuropróteses, inteligência artificial e realidade virtual para ampliar o acesso à reabilitação na rede pública

O Distrito Federal dará um passo importante rumo à medicina do futuro com a criação do Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora. A iniciativa foi desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB) para atender uma demanda estratégica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e foi selecionada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Programa Desafio DF. O objetivo é desenvolver, validar e incorporar novas tecnologias de reabilitação neuromotora à rede pública de saúde, ampliando o acesso de pacientes a tratamentos de alta complexidade.

A criação do centro é resultado de uma chamada pública do Programa Desafio DF, iniciativa da FAPDF voltada ao financiamento de projetos capazes de solucionar desafios estratégicos apresentados por órgãos do Governo do Distrito Federal. Neste caso, a Secretaria de Saúde do DF identificou a necessidade de ampliar o acesso a tecnologias avançadas para reabilitação neuromotora e lançou o desafio para que instituições de pesquisa apresentassem propostas. Entre os projetos concorrentes, a proposta desenvolvida pela Universidade de Brasília recebeu a melhor avaliação técnica e foi selecionada para implantação.

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) é responsável pela gestão administrativa, financeira e operacional do projeto, oferecendo o suporte necessário à execução das atividades previstas. A Fundação também apoia as ações de comunicação, divulgação científica e publicidade da iniciativa. 

À frente do projeto está o professor Roberto de Souza Baptista, coordenador do Laboratório de Automação e Robótica (LARA) da UnB. Segundo ele, a equipe desenvolve tecnologias voltadas à reabilitação neuromotora há cerca de 12 anos e a criação do centro representa um avanço natural da maturidade alcançada pelas pesquisas.

“Essas tecnologias vêm evoluindo de forma consistente e já estão sendo incorporadas, gradualmente, em centros de reabilitação de diversos países. Agora temos a oportunidade de aproximar essa inovação da realidade da rede pública do Distrito Federal e dos pacientes que dependem desses tratamentos”, afirma.

Da pesquisa ao atendimento dos pacientes

O novo centro nasce com a proposta de fechar um ciclo ainda raro no mundo: desenvolver tecnologias dentro da universidade, validá-las diretamente na prática clínica e utilizá-las no atendimento cotidiano dos pacientes da rede pública de saúde.

Entre as soluções que farão parte da estrutura estão neuropróteses, sistemas de eletroestimulação funcional, exoesqueletos inteligentes, inteligência artificial e recursos de realidade virtual, que poderão atuar de forma integrada durante o processo de reabilitação.

Os equipamentos serão voltados principalmente para pessoas com lesão medular e vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). No futuro, a expectativa é ampliar a aplicação para pacientes com esclerose múltipla,  paralisia cerebral, entre outras condições.

Um dos resultados já obtidos pelo grupo de pesquisa foi o uso contínuo da eletroestimulação funcional associada ao ciclismo em pessoas com lesão medular. A técnica promove a ativação da musculatura paralisada, favorecendo o fortalecimento muscular, a melhora da densidade óssea e impactos positivos na autoestima e na qualidade de vida dos participantes.

Outro destaque do projeto são os exoesqueletos inteligentes. Diferentemente dos modelos convencionais, que realizam todos os movimentos de forma automática, a nova geração é capaz de interpretar a intenção de movimento do paciente e oferecer apenas a assistência necessária para completar a ação.

“Com essa tecnologia, o equipamento identifica quanto o usuário consegue participar do movimento e auxilia apenas o suficiente. Isso favorece uma recuperação mais ativa e, dependendo do caso, pode contribuir para que a pessoa volte a realizar determinados movimentos de forma independente”, explica Baptista.

Integração de tecnologias promete acelerar a recuperação

A proposta do centro é combinar diferentes recursos terapêuticos em um único protocolo de tratamento. Enquanto o exoesqueleto auxilia mecanicamente o movimento, a eletroestimulação funcional ativa músculos comprometidos, a realidade virtual fornece biofeedback ao paciente e a inteligência artificial analisa os resultados para personalizar continuamente a intervenção.

Segundo o pesquisador, essa atuação conjunta pode potencializar a reorganização do sistema nervoso e do sistema musculoesquelético, ampliando as chances de recuperação quando comparada às técnicas convencionais. Além disso, os equipamentos também deverão reduzir o esforço físico exigido dos profissionais que atuam diariamente na reabilitação de pacientes.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal será responsável pela etapa de validação clínica das tecnologias. Os dispositivos serão incorporados aos protocolos de atendimento de um dos centros de reabilitação da rede pública, permitindo que pesquisadores e equipes assistenciais acompanhem os resultados em tempo real.

“Poucos centros de pesquisa no mundo conseguem integrar, de forma institucional, pesquisa, inovação e atendimento clínico. Essa aproximação entre a Universidade de Brasília e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal cria um ambiente que pode acelerar o desenvolvimento de novas soluções e gerar benefícios tanto para os pacientes quanto para a ciência brasileira”, destaca o professor.

Neste momento, a equipe trabalha na aquisição dos equipamentos, formação dos pesquisadores e elaboração dos protocolos científicos. Paralelamente, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal realiza o planejamento da estrutura física que receberá o centro e define o perfil dos profissionais que atuarão na iniciativa. A expectativa é que, nos próximos meses, sejam definidos o local de implantação e o início dos protocolos experimentais.

O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Programa Desafio DF, iniciativa voltada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios estratégicos apresentados por órgãos do Governo do Distrito Federal.

Além de Roberto de Souza Baptista, o projeto é coordenado pelos professores Henrique Taira Menegaz, João Luiz Quagliotti Durigan, da Universidade de Brasília, e Anselmo Frizera Neto, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Finatec é habilitada para integrar Banco de Organizações da Sociedade Civil do ICMBio

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) foi habilitada para integrar o Banco de Organizações da Sociedade Civil do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme resultado do Edital de Credenciamento nº 001/2025/ICMBio.

Já credenciada como fundação de apoio do ICMBio, nos termos da Lei nº 8.958/1994, a Finatec amplia, com essa habilitação, suas possibilidades de atuação institucional junto ao Instituto. A inclusão no Banco de Organizações da Sociedade Civil permitirá que a Fundação também participe de futuras parcerias celebradas por esse instrumento.

O banco reúne organizações consideradas aptas a atuar em projetos do ICMBio, de acordo com as demandas e a compatibilidade técnica de cada iniciativa.

Conforme previsto no edital, a habilitação não gera contratação imediata. As organizações poderão ser convocadas à medida que surgirem projetos compatíveis com sua área de atuação.