3º Prêmio Finatec Parlamentar Parceiro homenageia deputados e senadores pelo apoio à ciência e inovação

Cerimônia realizada em Brasília (DF) reuniu parlamentares, representantes e autoridades de instituições beneficiadas por recursos destinados ao desenvolvimento científico e tecnológico

O Prêmio Finatec Parlamentar Parceiro (PFPP) chegou à terceira edição com uma cerimônia de premiação realizada em Brasília (DF) na noite desta quinta-feira (16/04). O evento ocorreu na sede da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), realizadora da iniciativa, e reuniu parlamentares, representantes e autoridades de instituições para homenagear aqueles que destinaram recursos para fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no último ano.

Neste ano, referente aos investimentos de 2025, a honraria foi destinada a 26 parlamentares, entre deputados distritais, federais e senadores, que apoiaram o financiamento de 64 iniciativas voltadas ao ensino, à pesquisa e ao desenvolvimento científico, tecnológico e institucional. A Finatec atua diretamente no diálogo entre as instituições executoras e o Parlamento, além de garantir que todo o processo de aplicação dos recursos públicos ocorra com eficiência e transparência.

Nas palavras do diretor-presidente da fundação, Daniel Monteiro Rosa, a premiação cumpre o papel de evidenciar o impacto concreto das emendas parlamentares na sociedade, ao dar visibilidade a projetos que saem do papel e enfrentam desafios reais do país. “Buscamos mostrar o quão é importante esse investimento e como ele se traduz em projetos que vão trazer resultados tanto de pesquisa e inovação, aplicados diretamente a problemas que a sociedade enfrenta”, destaca.

Em 2025, ao todo, os 64 projetos somaram mais de R$ 113 milhões em investimentos. O valor foi distribuído entre R$ 41 milhões em equipamentos nacionais, R$ 545 mil em equipamentos importados, R$ 2,3 milhões destinados ao consumo, R$ 32 milhões em obras e outros serviços e R$ 22,1 milhões em bolsas, beneficiando diretamente 733 pessoas.

Diálogo entre o parlamento e a pesquisa científica

A superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), Renata Viana, destacou que os parlamentares têm papel central ao traduzirem as demandas da sociedade em políticas públicas e financiamento para projetos estratégicos. “As emendas têm sido decisivas para impulsionar iniciativas relevantes no Distrito Federal, fortalecendo o ecossistema de inovação. O reconhecimento institucional contribui para consolidar essa parceria, tornando o diálogo mais sólido e ampliando os resultados alcançados nos últimos anos”, comenta.

Já Tiago Emmanuel Nunes Braga, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), chamou atenção para o caráter estruturante dos investimentos em ciência e tecnologia, que exigem visão de longo prazo. “O apoio parlamentar representa uma sinalização importante para o país, ao fortalecer iniciativas com impacto duradouro e aproximar ciência e sociedade. O país tem compromisso, sim, com o futuro e com a construção de melhores condições de desenvolvimento”, enfatiza.

O papel dos parlamentares como parceiros estratégicos também se reflete em áreas como a saúde, como destaca a superintendente interina do Hospital Universitário de Brasília (HUB), ao ressaltar que os investimentos contribuem para a qualificação da infraestrutura e o avanço de pesquisas com impacto direto na população.

O vice-reitor da Universidade de Brasília, Márcio Muniz, reforçou a importância das emendas parlamentares diante das limitações orçamentárias das universidades públicas. “Os investimentos externos são essenciais para viabilizar infraestrutura, equipamentos e projetos de maior porte”, afirma, destacando também o papel da Finatec na gestão eficiente desses recursos.

O assessor de Políticas Institucionais do Instituto Federal de Brasília, Adilson César Araújo, ressaltou que o diálogo com o Parlamento tem sido determinante para o fortalecimento do ensino e para o desenvolvimento de projetos com impacto direto nas comunidades atendidas.

Parlamentares homenageados

Os parlamentares reconhecidos pelo 3º PFPP atuaram em áreas como educação, inovação, infraestrutura, saúde e sustentabilidade, contribuindo para o fortalecimento de projetos estratégicos em diferentes frentes. 

Entre os parlamentares, a lista inclui: deputado Alberto Fraga; senador Astronauta Marcos Pontes; deputada Bia Kicis; deputada federal Célia Xakriabá; senadora Damares Alves; senadora Daniella Ribeiro; deputada federal Erika Kokay; deputado distrital Fábio Félix; deputado federal Fred Linhares; deputado federal Gilvan Máximo; senador Izalci Lucas; deputado federal Jilmar Tatto; deputado federal Júlio César Ribeiro; senadora Leila Barros; deputada Luiza Erundina; deputado distrital Max Maciel; senadora Professora Dorinha Seabra; deputado federal Professor Reginaldo Veras; deputado federal Rafael Prudente; deputado federal Rodrigo Rollemberg; deputado federal Rodrigo Marcelo Queiroz; deputado distrital Rogério Morro da Cruz; deputado federal Rubens Otoni; deputada federal Sâmia Bomfim; deputada federal Talíria Petrone; deputado distrital Wellington Luiz; senador Wilder Morais.  

A premiação também reconheceu o papel das instituições executoras e das equipes envolvidas na implementação das iniciativas apoiadas.

Agenda institucional

A partir desta edição, o PFPP passa a integrar o calendário institucional da Finatec como uma agenda anual, prevista para o primeiro semestre, com foco no reconhecimento dos recursos trabalhados no ano anterior. Criado em 2023, o prêmio tem como objetivo valorizar a atuação do Poder Legislativo no fomento à ciência, tecnologia e inovação, evidenciando os impactos concretos desses investimentos para a sociedade.

Da Boa Ideia ao Recurso


Da ideia ao recurso: encontro mostra caminhos para transformar projetos em financiamento.

Finatec apresenta estratégias, dados reais e oportunidades para ampliar a captação de recursos na universidade.

Transformar boas ideias em projetos financiados foi o foco do encontro promovido entre a Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE) e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). A iniciativa reuniu docentes e pesquisadores para apresentar caminhos práticos de captação de recursos e ampliar o impacto da pesquisa aplicada.


Mais do que uma apresentação institucional, o evento trouxe uma provocação direta: quanto potencial ainda não está sendo explorado dentro da própria universidade?
Durante o encontro, foi destacado que o principal desafio não está na falta de boas ideias, mas na ausência de estratégia e conexão com fontes de financiamento. Entre os maiores obstáculos estão a dificuldade de estruturação dos projetos, a burocracia e o desconhecimento dos caminhos de captação.
Nesse contexto, a Finatec se posiciona como uma ponte entre universidade, governo e setor produtivo. Com mais de 30 anos de atuação, a fundação apoia desde a estruturação até a gestão administrativa, financeira e jurídica dos projetos, garantindo segurança e viabilidade para sua execução.


O processo de captação foi apresentado de forma clara: tudo começa com uma ideia alinhada a um problema real, passa pela conexão com demandas externas, estruturação, formalização e execução, até a prestação de contas. “Projeto não nasce em edital. Nasce em problema real e conexão”, foi uma das mensagens reforçadas durante a apresentação.


O encontro também destacou diferentes caminhos para obtenção de recursos, tanto no setor público – como emendas parlamentares, TEDs e editais – quanto no setor privado, por meio de parcerias com empresas e demandas tecnológicas.


A programação contou ainda com a participação de Douglas Veronez, Ph.D. em Engenharia Biomédica pela USP e gerente de projetos da Emerge. Em sua fala, trouxe uma perspectiva complementar sobre o papel da ciência aplicada na resolução de desafios reais, reforçando a importância de aproximar pesquisadores de demandas concretas da sociedade e ampliar a conexão entre universidade, setor público e mercado.


A orientação é que docentes e pesquisadores busquem apoio desde o início do processo.
“Você não precisa saber tudo. Precisa começar.”

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