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Diversidade genômica de coronavírus associada à indução de memória imunológica de curta e média duração: Uma estratégia para a produção de vacinas eficientes e de amplo espectro

Você já parou para pensar se a variedade do Sars-CoV-2 que circula na Índia é a mesma que encontramos por aqui no Brasil? Ou ainda: será que a variedade que se prolifera hoje no Distrito Federal é a mesma que atinge a população de Santa Catarina? E se as diferenças genéticas entre populações de países, estados e municípios forem afetadas de maneiras diferentes pela Covid-19? Como isso influencia na criação de uma vacina?

Essas são as perguntas que inquietaram, no início da pandemia do novo coronavírus, os professores Renato Resende e Anamélia Lorenzetti, do Departamento de Biologia Celular da UnB. “Há dados da literatura mostrando pacientes que não estão desenvolvendo uma resposta imunológica de longa duração. Nossa principal pergunta foi: o que está acontecendo com esses pacientes que não estão conseguindo desenvolver memória imunológica de forma satisfatória?”, lembra a professora.

A dupla de pesquisadores trabalha com duas hipóteses: ou o sistema imune dos pacientes não está sendo ativado adequadamente, ou há algo na estrutura do vírus que não permite uma resposta robusta. Os dois ainda querem descobrir se as diversas populações em regiões brasileiras têm reações diferentes à doença.

Assim nasceu a pesquisa “Diversidade genômica de coronavírus associada à indução de memória imunológica de curta e média duração: Uma estratégia para a produção de vacinas eficientes e de amplo espectro”, que teve início em agosto de 2020 e conta com a gestão da Finatec.

“A gente propôs um projeto que tem dois objetivos principais: um é você fazer a genotipagem dos vírus que estão circulantes no DF, tentando correlacionar a área em que ele está se desenvolvendo, onde ele foi coletado. Em um segundo momento, o Fernando vai pegar esses vírus e vai correlacionar com os vírus que estão circulantes no Brasil”, explica Anamélia.

Os pesquisadores estão coletando o vírus em diferentes áreas do DF, com a intenção de realizar um sequenciamento genético e descobrir as diferenças entre cada variedade. Depois, eles vão sintetizar as proteínas das áreas que sofreram mutação e as proteínas de áreas comuns às variedades do vírus. 

A ideia é estimular pacientes que já tiveram alta médica com esse material e estudar as respostas imunológicas. “Queremos ver se é isso que está diferenciando a resposta imune. Vamos fazer essa avaliação até um mês após a alta clínica, ou seja, uma resposta muito recente. Um ano depois, vamos colher o sangue deles de novo e comparar as respostas imunes, para ver se elas se mantém ou se decaem”, explica a pesquisadora.

Ao final, a ideia é diferenciar as respostas a cada proteína e selecionar um possível candidato a vacina, ou um imunoestimulador para auxiliar no tratamento dos pacientes. “Essa doença vai ficar conosco por um bom tempo. Vamos precisar de todos esses conhecimentos que estão sendo gerados agora”, garante.

Segundo a professora, ter o apoio de uma instituição como a Finatec é preponderante para o bom andamento de projetos de pesquisa como esse.  “A vantagem dessa parceria é que a gente tem toda uma estrutura da instituição para nos apoiar com compras, com prestação de contas ao final. Tudo isso é importante para o pesquisador, se não a gente mesmo tem que fazer”, elogia.

Coordenadores: Profa. Anamélia Lorenzetti e Prof. Renato Resende

Recursos: R$897.700,00

Envolvidos: FAPDF, Finatec, UnB

Assinatura: 31/07/2020

Data fim (previsão): 27/09/2021

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