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Verificação de atividade antiviral de Peptídeos Intragênicos Antimicrobianos (IAPs)

A chegada da pandemia do novo coronavírus deu um novo foco à pesquisa do professor Guilherme Brand, do Instituto de Química da UnB. O docente buscava, em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, fragmentos de proteínas de células que, isoladas, apresentavam uma atividade biológica desejada.

“Com essa ideia, você pode pegar o genoma de qualquer ser vivo e, a partir da análise de todas as proteínas desse organismo, consegue identificar fragmentos que, uma vez sintetizados, resultam em uma atividade biológica interessante. Como o laboratório tinha ampla experiência em moléculas com atividade em membranas biológicas, a ideia foi começar por aí”, lembra o professor.

A pesquisa, em desenvolvimento desde 2017, ganhou novos contornos com o Sars-CoV-2. “Como existe um grande contingente de vírus emergentes que são envelopados, ou seja, que apresentam uma bicamada lipídica em torno da partícula viral, é natural que essas moléculas consigam desestabilizar esse envoltório viral. Com isso, teríamos uma atividade antiviral pela inibição ou pela atividade direta virolítica”, explica.

O projeto “Verificação de atividade antiviral de Peptídeos Intragênicos Antimicrobianos”, apoiado pela Finatec e pela FAP/DF, teve suas duas primeiras etapas concluídas em 2020: no início, os pesquisadores prospectaram proteínas no genoma humano que são potenciais antivirais. Depois, sintetizaram quimicamente esses fragmentos.

“Então, você passa para testes in vitro, para verificar se existe mesmo o potencial que a gente está buscando, se essas moléculas têm realmente a capacidade de desestabilizar essas partículas virais”, detalha o professor Guilherme. Para esta etapa – em andamento e com conclusão prevista para junho de 2021 –, a equipe conta com o apoio de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Lisboa, em Portugal.

“Nossa pretensão é que algumas dessas moléculas sejam capazes de inibir o processo de internalização da partícula viral, a infectividade da partícula viral. E a gente vai testar primariamente contra Sars-CoV-2, embora o objetivo deste projeto seja uma atividade antiviral ampla. A ideia é buscar moléculas que atuem como uma primeira barreira de proteção contra uma ampla gama de vírus diferentes”, planeja o pesquisador.

O professor Guilherme está habituado a gerenciar os próprios projetos e sabe bem como a atividade pode ser estressante: esta é a primeira pesquisa que ele realiza em parceria com a Finatec. “Devo dizer que toda a minha relação com a Finatec tem sido muito tranquila. Mediante troca de e-mails com vários setores, ela tem cuidado de toda a parte de compras relacionadas ao projeto. A minha experiência tem sido bastante satisfatória, simplesmente de não ter de lidar com isso”, comenta.

Coordenador: Prof. Guilherme Brand

Recurso: R$10.000,00

Envolvidos: FAPDF, Finatec, UnB

Assinatura: 09/06/2020

Data fim (previsão): 05/08/2021

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