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Finatec recebe congresso internacional sobre Grandes Eventos de impacto meteoritico (LMI VI) e evolução planetária

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Pela primeira vez na América Latina o LMI reuniu especialistas de 20 países na UnB

O processo de formação de crateras de impacto, seus efeitos planetários e suas implicações ambientais estão sendo estudados desde as primeiras edições da Conferência sobre Grandes Impactos Meteoriticos e Evolução Planetária. Em sua sexta edição discutiu-se os resultados e avanços encontrados em pesquisas multidisciplinares sobre crateras de impacto planetário e terrestre, os efeitos desse processo em rochas e minerais alvos, bem como suas consequências ambientais. As discussões, que aconteceram na Finatec, no período de 30 de setembro a 3 de outubro, foram baseadas nas observações naturais e nos resultados das pesquisas realizadas pelos pesquisadores presentes na conferência.

Além disso, foram discutidos os resultados e implicações de sensoriamento remoto, modelagem geofísica e numérica, geológica, geocronológica, mineralógica, geoquímica e astrobiológica. Para o professor do Instituto de Geociências da UnB, Wolf Uwe Reimold, a realização do evento na Finatec foi muito importante. “Esta conferência é uma grande oportunidade para pesquisadores de impacto da América do Sul principalmente no Brasil para apresentar seus resultados e para formar novas cooperações com outros de 19 países do mundo. ”- destaca o professor.

A expectativa em relação ao congresso é atualizar a lista de crateras de impactos diagnosticadas nos últimos anos. “Em todo congresso temos uma atualização dessa lista de novas pesquisas em outros países, quem encontrou outras crateras. Só para ter uma ideia do último congresso que eu participei em 2008 na África do Sul, em relação a esse congresso aqui nós já tivemos um aumento de mais ou menos de 15 a 20 crateras, estruturas identificadas e diagnosticadas como crateras de impacto. “ – explicou o professor Elder Yokoyama, do Instituto de Geociências da UNB.

De acordo com Yokoyama, existe uma questão que envolve a parte de modelagem numérica desses impactos e não só da formação de uma cratera de impacto. “Dos estudos sobre superfícies planetárias e impactos meteoríticos, nesses últimos 10 anos, que eu pude acompanhar um pouco, houve uma evolução muito grande nos estudos geoquímicos de materiais de impacto, no envolvimento dos impactos com outras coisas, como, por exemplo, com as extinções em massa no planeta, dos impactos com as mudanças climáticas, além de uma evolução de técnicas analíticas que vão sendo feitas” – conclui o professor.

Maurício Borges, professor da Universidade do Pará, disse estar surpreendido com o evento. “As palestras são de altíssimo nível, estão muito além do que estamos acostumados a ver no cotidiano nacional, já que é um tema novo na geociência como um todo, e nacionalmente tem poucos pesquisadores trabalhando com esse tema. O que eu conhecia eram os pesquisadores da Unicamp, aqui conheci um grupo de Brasília que também é muito forte e é muito interessante o empenho que eles têm de difundir isso no território nacional, porque não temos acesso a isso. Eu estou tentando implementar um projeto desse lá no Norte e aqui tive a oportunidade de aferir o conhecimento, perceber que estamos no caminho certo e aprendi muitas outras coisas que eu não conhecia. Vou implementar várias metodologias que vi aqui para aprimorar meu trabalho. Só o fato de trazer um evento com esse porte para cá, é extremamente relevante. ”

A presença em massa de um público estrangeiro agradou muito a doutoranda Grace Oliveira da Unicamp. “O público é do mundo inteiro e isso é bacana porque você troca experiências, firma parcerias e conhece pessoas que você está lendo desde o seu TCC, mestrado, doutorado e consegue ter uma troca muito bacana com elas. Eu estudo esse assunto desde o meu mestrado e agora no fechamento do doutorado é extremamente importante ter esse feedback e a possibilidade de discutir a minha pesquisa num evento que reúne tantas pessoas da área, com experiência e qualificação. Essa discursão e troca de experiência que essa jornada proporciona enriquece muito o trabalho. Espero que a comunidade cresça bastante!” – relatou a doutoranda.

Os fóruns proporcionaram debates interessantes para os alunos e pesquisadores de 21 países presentes, além de projetarem o futuro da pesquisa de crateras de impacto, no sentido mais amplo. “Uma disciplina que combina aspectos de física, química, matemática, biologia, geografia, oceonagrafia e outras disciplinas de múltiplas expertises. Esta conferência é dedicada no sujeito, é uma oportunidade fantástica de ver novos projetos multidisplinares para combinar expertises de estudantes da próxima geração.“ – concluiu o professor Wolf Uwe Reimold.

Confira as fotos do evento:

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