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Finatec fará a gestão administrativa de projeto da Unb/Agência Espacial Brasileira que promete lançar satélite

O memorando de entendimento foi assinado pelos representantes da UnB, FAP-DF e AEB em encontro realizado, no Salão de Atos do prédio da Reitoria da UnB (13/08). No documento, as partes comprometem-se a colaborar no desenvolvimento do projeto Alfa Crux, garantindo a soberania nacional e promovendo desenvolvimento técnico-científico e acadêmico nos mais diversos campos de aplicação de nanossatélites.

O projeto prevê que um nanossatélite entre em órbita em 2020 promovendo conexão de comunicação em áreas de interesse estratégico do país, bem como em regiões remotas, onde não se tem infraestrutura ou interesse econômico em ofertar o serviço. “Nosso objetivo é aumentar a conectividade em escala global, disponibilizando enlace de comunicação tanto para o setor civil quanto para a área de defesa do país. Isso é a base para viabilizar a ‘internet das coisas’, que possibilita ao usuário estar conectado por meio de dispositivos como celular e relógio. Essas soluções via satélite já são usadas hoje no país, mas carecemos ampliá-las. O projeto beneficiará, por exemplo, agricultores em regiões com folhagem densa ou com muita umidade, como é a Amazônia. Não é qualquer sinal que consegue penetrar nesses ambientes”, explica o chefe do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB e um dos coordenadores do Alfa Crux, professor Renato Borges.

O projeto é desenvolvido no âmbito do Laboratório de Simulação e Controle de Sistemas Aeroespaciais (Lodestar), formado por uma equipe de docentes da UnB e estudantes da pós-graduação. Entre os objetivos acadêmico-científicos planejados estão publicações em revistas internacionais, depósito de patentes, registro de software e participação em conferências e congressos. “No futuro queremos treinar nossos professores e alunos para propagar o conhecimento gerado com o projeto. Queremos deixar um legado sólido em termos de documentação”, garante o coordenador do Alfa Crux.

O projeto é fomentado pela FAP-DF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal) e será gerido pela Finatec (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino, Extensão e Desenvolvimento Institucional). O cronograma da iniciativa estende-se por três anos: o primeiro lançamento está previsto para 2020; no ano seguinte haverá testes em órbita e desenvolvimento de outras tecnologias; e o objetivo para 2022 é lançar um segundo satélite. “Começamos com um, mas queremos colocar a UnB comandando uma constelação com vários nanossatélites. Seria algo inédito na realidade brasileira”, antecipa o pesquisador.

Foto: Audrey Luiza/Secom UnB
Fonte: SECOM/Unb

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