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Máquinas enxergam, ouvem e sentem – A Era da Indústria Digital

A indústria digital permite que máquinas enxerguem, ouçam, sintam e enviem dados pela internet em tempo real, para que sejam operadas de maneira muito mais eficiente.

A inovação sempre foi o ingrediente mais poderoso para nos ajudar a produzir mais, usando menos recursos.
Cada revolução tecnológica teve um grande impacto na maneira em que vivemos, transformando a economia, criando empregos, ajudando a nos comunicar melhor e aumentando nossa qualidade de vida.

Agora, estamos entrando em uma nova revolução. A tecnologia está impulsionando, mais uma vez, a produtividade do setor industrial. A indústria digital está permitindo que máquinas sejam capazes de enxergar, ouvir, sentir
e enviar dados pela internet em tempo real, para que sejam operadas de maneira muito mais eficiente.

Em 2015, cerca de 5 bilhões de aparelhos estavam conectados à internet. Segundo a PriceWaterhouseCoopers, 2.5 quintilhões de bytes são criados diariamente, sendo que 90% dos dados disponíveis no mundo foram criados nos últimos 2 anos. Nos próximos anos, a indústria irá se transformar, o que significa que, em 2020, 50 bilhões de dispositivos eletrônicos estarão conectados – um crescimento de 10 vezes em apenas 5 anos.

Mas por que as iniciativas da Internet Industrial começaram a acelerar somente nos últimos anos, se já estamos
há algumas décadas na era da informação digital? Porque as tecnologias essenciais para a viabilização da Internet Industrial se tornaram acessíveis.

 

“Antigamente era mais difícil colocar estes sensores nas máquinas, até por conta do grau de miniaturização, avanço tecnológico e custo”

Um dos fatores-chave – e talvez o mais importante – está ligado à redução do preço dos sensores, dispositivos fundamentais para que as máquinas consigam coletar dados como, por exemplo, a temperatura, pressão ou vibração. Estes são alguns dados que indicam se um equipamento está operando no topo da sua produtividade ou se ele está prestes a quebrar.

O aumento da velocidade da internet também teve um papel fundamental. Os sensores em operação geram uma enorme quantidade de dados e, com a conexão adequada, é possível transmitir a informação em larga escala,
em tempo real, algo que não existia até há algum tempo.

O avanço de ferramentas de Big Data e de técnicas de análise de dados permite que hoje seja possível entender
a gigantesca quantidade de dados gerada por dispositivos inteligentes.

Segundo o relatório Industrial Internet Insight Reports, da GE, 73% das companhias já estão investindo mais de 20% de seu orçamento em tecnologia para análise de Big Data.

 Essa grande quantidade de dados também precisa ser armazenada, organizada e analisada, gerando a demanda por uma infraestrutura robusta. E é aí que entra a computação em nuvem. “As computações feitas por algoritmos que são baseados em Machine Learning (aprendizado de máquinas), quando feitas em larga escala, exigem um poder de processamento paralelo na nuvem”, destaca Blois. “Isso dá inteligência ao algoritmo, permitindo que a máquina reaja em tempo real”, completa.

Quando dispositivos conseguem escutar, sentir e reagir, pessoas conseguem trabalhar de um jeito mais eficiente. Máquinas inteligentes detectam problemas que um operador humano poderia deixar passar, o que permite que uma equipe previna problemas antes deles acontecerem.

 

Hoje, os sensores de um avião em voo podem identificar que é preciso trocar uma peça antes do tempo previsto
para a manutenção e se comunicar com técnicos no solo. Ao pousar, eles já estão preparados, evitando os atrasos decorrentes de uma manutenção não planejada e até pedindo a substituição da aeronave.

Estima-se que 10% de todos os cancelamentos e atrasos de voos ocorrem em função de manutenções não programadas, o que resulta em prejuízos anuais de cerca de US$ 8 bilhões para o setor mundial de aviação comercial. Somente nos Estados Unidos, acredita-se que seria possível evitar 60 mil atrasos e cancelamentos anuais, ajudando 7 milhões de passageiros a chegarem aos seus destinos na hora.

Fonte: Época Negócios

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