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“Tecendo o amanhã” – Prevenindo e promovendo saúde mental na área da educação e saúde

Publicada em 13 de março de 2026

Com o intuito de promover e prevenir a saúde mental nos campos da educação e da saúde, o projeto “Tecendo o Amanhã” surgiu a partir das demandas da comunidade de Ceilândia. A iniciativa é realizada no âmbito da Universidade de Brasília, campus Ceilândia, com financiamento da Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio de emenda parlamentar do deputado Reginaldo Veras. A Finatec atua como parceira, oferecendo apoio na execução administrativa e financeira, contribuindo para a gestão dos recursos e a viabilização das ações.


O projeto coordenado pelas professoras da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Saúde, UnB, campus Ceilândia, Profª Dra. Josenaide Engracia dos Santos; Profª Dra. Daniela da Silva Rodrigues; Profª Dra. Flávia Mazitelli e Profª Dra. Sarah Raquel Almeida Lins, tem como objetivo promover a saúde mental dos professores, incentivar o protagonismo juvenil nas escolas e atender às demandas de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento da área de abrangência da Unidade Básica de Saúde e dos Centros de Ensino Médio da Ceilândia, por meio de ações integradas entre educação e saúde.


A partir dessa proposta, o Tecendo o Amanhã se organiza em três eixos de atuação que se complementam no território. Um deles é voltado ao cuidado de crianças e adolescentes neurodivergentes, com atendimentos realizados por uma equipe multiprofissional formada por neuropediatra, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, assistente social, neuropsicóloga e psicopedagoga, além do apoio de 12 estagiários da área da saúde da UnB Ceilândia. O trabalho envolve diagnóstico, acompanhamento terapêutico e orientação às famílias, sempre em articulação com a rede de saúde.


O segundo eixo do projeto cuida diretamente da saúde mental dos professores da rede pública. São promovidos encontros de escuta, rodas de conversa e práticas de autocuidado, acompanhados por 13 estagiários da área da saúde, criando espaços de troca, acolhimento e cuidado em meio à rotina escolar.


Já com os estudantes do ensino médio, o terceiro eixo, as ações acontecem principalmente de forma coletiva e preventiva. As rodas de conversa abrem espaço para fala, escuta e troca de experiências sobre saúde mental na adolescência. Os pontos de escuta funcionam como ambientes seguros e de confiança, com ações de promoção e prevenção, onde os estudantes podem falar sobre dificuldades do dia a dia, tirar dúvidas e expressar sentimentos. O intervalo de autocuidado e cultural reforça a importância de cuidar de si e do outro, trabalha autoestima e cuidado emocional e, ao mesmo tempo, fortalece o protagonismo juvenil dentro da escola.


As ações são desenvolvidas na Região Administrativa de Ceilândia e incluem espaços de escuta com estudantes, oficinas de cuidado para professores, atividades educativas e atendimentos especializados a crianças. Em um território marcado por vulnerabilidades sociais que afetam diretamente a saúde mental, a escola aparece como um espaço central de cuidado, prevenção e fortalecimento de vínculos.
Ao longo da execução do projeto, a atuação em rede entre universidade, escolas, serviços de saúde e políticas públicas tem sido fundamental para ampliar o alcance das ações.


De acordo com a coordenadora do projeto, professora Josenaide dos Santos, o trabalho desenvolvido tem potencial para gerar mudanças duradouras no território:
“Implementado na cidade de Ceilândia, o projeto visa gerar impactos sustentáveis a médio e longo prazo, como a redução da violência e dos casos de bullying, além da prevenção do agravamento de transtornos mentais no ambiente escolar. A iniciativa promove maior participação na vida acadêmica e estimula uma cultura de empatia mútua entre estudantes e professores. Ao reduzir os níveis de estresse docente e fortalecer a rede de apoio local, o projeto contribui para a construção de um ambiente educacional mais saudável e resiliente.”


Ao longo de 2025, as ações realizadas no Centro de Ensino Médio 12 (CEM 12) alcançaram cerca de 150 estudantes, com reflexos positivos nas relações interpessoais e no vínculo com a escola. No trabalho com professores, aproximadamente 103 profissionais de diferentes unidades escolares de Ceilândia participaram das atividades e relataram redução da ansiedade e maior engajamento no cotidiano escolar. Já no eixo voltado aos transtornos do neurodesenvolvimento, os atendimentos realizados na UBS 01 de Ceilândia, especialmente na região do Sol Nascente, somam 1.131 atendimentos, com foco no diagnóstico precoce, acompanhamento terapêutico e apoio às famílias.

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