Notícias

  • Notícias
  • /
  • Indicadores Finalísticos para mensurar a atuação das...

Indicadores Finalísticos para mensurar a atuação das Fundações de Apoio

De acordo com dados do CONFIES – Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica – suas fundações filiadas chegam a movimentar cerca de R$ 5 bilhões ao ano, o que representa 50% a 70% de todos os recursos que as universidades federais recebem durante todo o ano.

Nesse sentido é visível a importância das fundações no contexto do desenvolvimento científico e tecnológico do país. Contudo, os impactos desses investimentos convertidos em avanços e aquisições tecnológicas para as universidades e institutos ainda não estão sendo considerados pelos órgãos de controle e velamento.

De acordo com Fernando Peregrino, Presidente do CONFIES, a avaliação realizada pelo Ministério Público atualmente, acontece sem indicadores definidos e, cada estado da federação tem a sua maneira de avaliar o resultado das fundações de apoio. “A única coisa que eles mensuram e avaliam nas fundações são seus dados contábeis. Isso não revela a nossa missão. É apenas um dado. Contudo, ninguém nunca instituiu indicadores finalísticos para essa avaliação e, nas conversas com o CGU, MEC e MCTI, esse assunto veio à tona com muita força. Eles querem isso. Então não me peçam duas vezes. Vamos avante. Vamos propor para eles.” – revela o presidente das fundações com entusiasmo.

De acordo com o Presidente do CONFIES as proposições de parâmetros respondem a questões simples como: quantos projetos as fundações estão gerenciando? Quantos recursos públicos, privados, nacionais ou estrangeiros a fundação trouxe para sua apoiada? Quantas bolsas através dela foram concedidas? Quantos CLTs ela contratou para auxiliar sua apoiada? “Somos uma força auxiliar então quando medirem a universidade é preciso que levem em conta a parceria das Fundações. Se nós não nos lembrarmos disso, ficaremos à margem. Na maioria dos casos as fundações são lembradas apenas para resolver os problemas de contratação, aquisição de bens ou consultorias, mas fazemos muito mais que essas atividades.” – conclui o Presidente.

Por enquanto, com a finalidade de observar a pertinência dos indicadores propostos pelo CONFIES, as fundações estão sendo convidadas a fazerem um esforço de auto avaliação e, a partir desse movimento, é esperado que os Ministérios Públicos adotem as mesmas premissas como parâmetros avaliativos, superando o foco nos índices contábeis e fiscais. “Podemos fazer uma analogia com o imposto de renda. Você não declara tudo como se fosse a verdade? Então vai ser declarado assim. Quantos projetos, quantas bolsas? E se houver dúvidas, os veladores pedem os esclarecimentos. É preciso ter uma regra de avaliação, isso confere solidez e transparência ao processo” – finaliza Peregrino, Presidente do CONFIES.

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out LoudPress Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out LoudPress Enter to Stop Reading Page Content Out LoudScreen Reader Support