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Finatec e o apoio à ciência na UnB

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), como todas as fundações de apoio às Universidades Federais, é uma entidade sem fins lucrativos criada para apoiar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico. O objetivo principal da Fundação é o de servir de ponte entre a iniciativa privada e a universidade pública, facilitando a entrada e a gestão de recursos para pesquisas.

Desde 2000, a Finatec – como fundação de apoio à Universidade de Brasília - auxilia pesquisadores e alunos com seus editais de fomento, transferindo recursos para a compra de equipamentos de laboratório, subsidiando a participação de pesquisadores e alunos em congressos internacionais e na publicação de obras acadêmicas.

Em 2007, no entanto, a Fundação se viu no centro do noticiário da imprensa nacional com a publicação em destaque de denúncias de irregularidades. O debate em torno da Fundação também extrapolou o campus da UnB e proporcionou uma discussão no seio da comunidade acadêmica sobre a forma de funcionamento das fundações de apoio às universidades públicas do país.

Ao mesmo tempo em que se aprofundava a reflexão sobre a competência das fundações como entidades de apoio, o reconhecimento da importância do papel dessas instituições levou os ministérios da Educação e o da Ciência e Tecnologia a se empenharem em estabelecer o novo marco legal que delimita hoje o funcionamento das fundações de apoio às universidades.

A articulação ministerial possibilitou pronta resposta do governo. O então presidente Lula assinou, em 31 de dezembro de 2010, o decreto n.7.423 regulamentando o papel das fundações de apoio às Universidades Federais, definindo critérios de transparência e ampliando os mecanismos de controle sobre o seu funcionamento.

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos, diante desse novo quadro institucional, está revigorada e o seu Conselho Superior empenhado em reconduzi-la à sua função principal de apoio à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico em estreita observância da legislação vigente.

Nesse novo contexto, o objetivo da Finatec de realizar uma gestão profissional de projetos científicos libera aos nossos professores um tempo precioso que eles podem alocar à pesquisa. Assim, a Fundação, ao intermediar o processo de negociação dos projetos junto às empresas e/ou agências financiadoras, acaba por transferir, num segundo momento, seus benefícios para toda a sociedade.

Desde a sua instituição, a Finatec já gerenciou mais de quatro mil projetos de pesquisa e de consultoria na UnB, financiados por agências nacionais e internacionais de fomento, bem como por empresas que buscam soluções tecnológicas para o presente ou, ainda, de prospecção com vista ao seu desenvolvimento. Esses projetos vão desde as pesquisas no tratamento da leishmaniose no Brasil, do estudo do cerrado com relação às mudanças em sua cobertura vegetal, à otimização de cabos em redes de transmissão de energia.

O Conselho Universitário da UnB (Consuni), órgão máximo da UnB, aprovou em 2010 o credenciamento da Fundação como entidade de apoio da Universidade. A atual diretoria executiva da Finatec - que assumiu também em 2010 – opera com um Conselho Superior indicado pelo próprio Consuni. A reunião de esforços em prol de uma fundação de apoio dentro da universidade é resultado de uma articulação coletiva no meio acadêmico, consciente da necessidade de uma fundação de apoio.

O recredenciamento perante aos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia – em fase final de avaliação - é de fundamental importância para que a Finatec volte a operar em toda a sua plenitude, uma vez que a Universidade de Brasília é hoje a única instituição publica de ensino superior sem o suporte de uma Fundação.

A Finatec continua desenvolvendo projetos de interesse – não só do mundo acadêmico – mas de toda a sociedade, produzindo e gerando conhecimento. Essa credibilidade se deve à qualidade dos pesquisadores da UnB, aliada à competência gerencial alcançada durante longos anos de funcionamento. Aceitamos, portanto, o desafio na certeza de atender aos anseios de uma parcela significativa do meio acadêmico e da sociedade.